Gole

Eu cantarolo baixinho, de cantinho e muitas vezes sabe que até saio de mansinho… com jeitinho? Outro dia mesmo, cantei perto de um gatinho, aquele que mora ali na casa do vizinho. A música era sobre um amor divino, daqueles que combinam certinho com um vinho. Aliás, qual era a música que tocava até um tempo atrás? Xi! Sabe que eu me esqueci? Acho que mudei. Troquei. O olhar muda. A gente muda o olhar. Até de São Paulo eu aprendi a gostar. Cheia de cadência, que diferença! Nas andanças que pude encontrar, observar, fotografar. Meninos de skate, lembrete, cacete! Parecia até um foguete. Será que ainda dá tempo de tomar um sorvete?

Sabe aquela vez, sentada na areia que você saudou o sol e até brincou de sereia? Aquela vez lá, perto de Iemanjá, a rainha do mar, que você jogou o anel, olhou pro céu, e pensou que os sonhos eram feitos de papel. Não são não! Isso aí é pura ilusão. Ouça o que eu te digo, quem pensa assim não leva a sério o próprio coração. Mas calma, alma. Pra tudo tem uma solução. Nem vem. Tá tudo bem, meu bem. Acho que chegou o trem. Pega esse menina e vê cê se anima! Senta na janela, dá uma espiadela e olha só como a vida é bela. Agora sim. Ainda não é o fim. Bem perto de mim, ouço o bandolim. Aquele do Benjamin. Será metamorfose? Simbiose ou talvez Pink Floyd? Coisas de glicose. Que bate feito chicote e deixam a gente meio grog. Esperando pelo próximo gole.

Por: Camila Cherobin

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