Nenhuma a menos

A essa altura, todos já sabem do feminicídio brutal cometido à Lúcia, na Argentina. Uma menina de 16 anos, drogada, estuprada, violentada e assassinada pela violência machista de dois homens, filhos sãos do patriarcado

Volta e meia acontecem estes casos que nós chocam, interrompem nossos dias com a violência e a tristeza do acontecido. Porém, não são casos isolados, precisamos ter a consciência de que o machismo mata.

Os números e estatísticas de mulheres mortas por feminicídio, desaparecidas, vítimas do descaso com a saúde feminina, mortas em abortos clandestinos não são apenas números, são vidas a menos, mulheres a menos. E não iremos aceitar nenhuma a menos!

E muitas dessas mulheres são jovens e adolescentes, até mesmo crianças, de classe pobre e trabalhadora, com as quais o patriarcado capitalista tem uma missão: usar, golpear, acabar, destruir.

Lamentamos ter que falar sobre isso, mas estão nos matando! E nos queremos vivas!

Temos que ser as vozes de todas as mulheres que se foram e encher os espaços de feminismo. Encher as ruas de mulheres e nos organizarmos, por todas a Lúcias, para mudar pela raiz nossa sociedade e lutar para que o capitalismo e o patriarcado caiam juntos.

Mulheres de toda a América Latina estão se organizando para mostrar que não estamos dispostas a permitir que sigam nos matando. Na Argentina será feita uma greve geral de mulheres que dão o recado: se nossas vidas não valem nada, que produzam sem nossas forças!

Devemos dar todo o apoio à mobilização! Vamos debater, vamos nos manifestar, vamos exigir que respeitem nossas vidas, vamos dar um basta na violência machista! Se mexem com uma, mexem com todas.

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