Paz e infinito

Eu quero paz.

Quero deixar de ser tempestade e parar de segurar o que me faz querer cair.

Você enxerga o meu caos? Enxerga a beleza dele?

Porque eu sou fogo, mas um fogo que quer iluminar a cidade inteira. Eu sou chuva aqui dentro, mas posso ser um campo de girassol lá fora.

Eu quero paz, mas quero confusão. É nela que eu acho meu caminho de volta pra casa. Aquela casa bagunçada, mas que toca música boa e faz você respirar mais leve e esperar o sol.

Eu sou o sol também. Sou aquela fresta que entra pela janela e bate no seu sorriso. Mas de vez em quando sou a lua e deixo a tristeza chegar.

A tristeza chega, e a lua chora, porque ela sente demais. Mas não percebe que sentir demais é transbordar e não se afogar. Porque eu sou correnteza e vou embora.

Mas eu volto pra ser o mar.

Eu volto pra ser infinito.