Como tudo começou

"Orai e vigiai"

Há não muito tempo atrás eu não estava muito bem.

Eu sentia um chamado desde muito cedo, porém, não compreendia que chamado era esse.

Lembro que era difícil ser criança. Não tinha muitos amigos, ficava muito tempo sozinha.

Lembro de no início da adolescência, ficar muito triste. Via vultos, mas na minha cabeça, aquilo era normal. Não comentava isso com as pessoas.

Algumas vezes cheguei a ver, de fato, seres andando pela casa.

Meus pensamentos sempre foram muito vívidos.

Lembro de ter uns 17 anos, estar numa das piores fases da minha vida, e sentir presenças próximas a mim, tentando me mostrar uma outra face da moeda. Eu ficava grata nesses momentos, mas não entendia o que eles queriam dizer.

Lembro de prever coisas. Lembro de sentir mais que o que era considerado normal.

Lembro de todas as paralisias do sono. De não conseguir me mexer e ver várias pessoas a minha volta e quando finalmente acordava, estava sozinha em casa.

Lembro quando um amigo morreu, sentir a presença dele na minha casa algumas vezes.

Essas coisas sempre estiveram próximas, mas ao mesmo tempo muito distantes. Isso acontecia, mas algo em mim bloqueava e me dizia apenas um “ok, segue em frente”. Nunca pensei em ir em um centro espírita. Muitas vezes achei que era imaginação.

Precisei de muitas confirmações para entender que não era. E essas confirmações só vieram muito, muito tempo depois. Cresci com isso, mas deixei de lado. Simplesmente ignorei, fingi que não era eu.

Não faz muito tempo que as confirmações vieram.

No ano passado, no primeiro processo de cura hardcore que tive de fato, em um workshop de meditação tântrica, percebi que tinha algo em mim que eu estava ignorando. De verdade, lembro que desde sempre eu sabia que tinha que fazer algo que envolvesse muitas pessoas, mas eu não fazia a menor ideia de como isso seria feito. Eu tentei algumas coisas: escrever, trabalhar com moda, fotografar. Até chegar aonde estou.

O segundo ponto crucial dessa história, foi um retiro espiritual para mulheres, onde pela primeira vez compreendi o que eu poderia fazer com essa sensibilidade. Eu comecei a conseguir ler o campo energético das pessoas e o que poderia ajudá-las. Nesse mesmo retiro, eu voltei a enxergar seres. Dois dias depois que voltei, veio a primeira mensagem para eu abrir o estúdio. Eu nem sabia direito o que eu ia fazer e como a leitura de alma se chamaria! Só sabia que deveria ser feito. E como sempre aconteceu comigo, eu só fui lá e fiz. Sem ponderar muito. O resto eu veria depois.

O terceiro ponto foi quando fui em uma casa de Umbanda com a @mirella.floren. Não era uma casa lá muito confiável pelo que percebemos depois. Nessa casa de Umbanda, eu incorporei. Incorporei pesadamente. E foi aí que me falaram: “você é médium e precisa controlar essa mediunidade”. Voltei pra casa muito atordoada com a ideia de que eu já sabia disso, talvez há muito tempo, mas não quisesse ver.

O quarto ponto é que depois de finalmente compreender quem eu era, as coisas começaram a fluir. O contato com meus guias, outros seres, espíritos etc, começou a ficar muito mais fácil. E logo fui percebendo que eu era apenas um canal. E pra mim tudo bem. Eu queria servir. E estou aqui pra servir. Logo começou a mediunidade viajoura, psicografia, psicofonia, as mensagens, as previsões… etcha.

O quinto ponto foi a Ativação Corporal. Entendi que precisava ser feita, mas não sabia como. Logo me falaram o nome que deveria ser colocado e como deveria ser feita. Ela foi mudando até se transformar o que é hoje: um envio de energia que renova. E eu sei, também, que ela vai mudar ao longo do tempo, assim que eu for recebendo novos comandos.

E isso que é muito maravilhoso. Que tudo é cíclico, vai evoluindo e transformando. A leitura e a ativação vão se tornando mais fortes a cada dia que passa. Eu só tenho a agradecer.

Há poucos minutos, eu conversei com meus mentores. Pedia indicação de como eu poderia descrever meu trabalho, pois as pessoas continuavam me perguntando o que ele era. Eles falaram para eu tentar descrever com meu coração, com sentimento. Sem medo de mostrar quem eu era.

Pensando, agora, acho que posso descrever a Leitura e a Ativação como uma renovação. E essa renovação é minha também.

Pensei que para falar dessas duas técnicas, era necessário escrever um pouco sobre meu processo e de quem eu sou.