Entenda os mitos sobre financiamento imobiliário!

O financiamento imobiliário é uma ótima alternativa para aqueles que estão interessados em obter o seu próprio imóvel e não possuem a quantia suficiente para concretizar este sonho. Em sua definição, o financiamento é um segmento de crédito fornecido pelas organizações financeiras para adquirir um imóvel novo ou usado, independentemente da sua finalidade.

Ele também pode servir para lotes que ainda não possuem nenhuma construção. Entretanto, pela grande procura desse tipo de investimento, há uma tendência de que as informações a respeito sejam muitas e de que nesse meio ocorram alguns equívocos sobre o processo.

Por isso, resolvemos listar alguns dos mitos e também algumas verdades sobre esse tipo de modalidade. Confira!

É um processo muito burocrático

Bom, isso é muito relativo, pois dependerá da situação do interessado em relação aos documentos exigidos. Se não tiver todos, pode ser que demore um pouco para que o financiamento seja liberado.

É bom saber que, geralmente, as instituições pedem os originais e cópias de documentos como RG, comprovantes de renda e comprovantes de estado civil (se for casado). Também fazem uma avaliação para saber se o interessado não está com o nome sujo no Serasa ou no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Qualquer pessoa pode obter um financiamento imobiliário

Este é o primeiro mito da nossa lista. Infelizmente, é preciso que você tenha algumas qualificações para conseguir a liberação do financiamento. Primeiro, são analisadas as condições financeiras dos candidatos, principalmente o quanto de renda total será envolvida até o vencimento do investimento.

Além do mais, muitos bancos não costumam financiar o valor total do imóvel, por isso, é necessário que o comprador seja capaz de provar que poderá contribuir com uma parte. Destacamos que, para algumas instituições, ter apenas o valor da entrada não é o suficiente.

Fazer o financiamento direto da planta é uma boa opção

Esta é uma grande verdade. Financiar o imóvel ainda na planta é uma ótima oportunidade, pois facilita a sua valorização. Como ele terá um prazo relativamente extenso — em média dois anos para ser entregue — , a sua valorização pode chegar a até 20%.

Além disso, com o imóvel ainda na planta você tem mais chances de realizar negociações com os valores, conseguir uma maior abertura de pagamento por meio de empréstimos com taxas diversificadas e mais possibilidades de financiamento.

Outro ponto é a oportunidade de antever, além da localização, também o andar do apartamento escolhido. São detalhes que fazem toda a diferença no custo final do imóvel. Lembre-se de escolher uma construtora de confiança.

Os juros são excessivos

Isto é um mito. Se compararmos o financiamento de imóveis com outros tipos de investimentos, veremos que a taxa de crédito imobiliário é muito pequena. Ainda contamos com o fato de que os juros para esta modalidade estão caindo. Mesmo com as correções, ainda não chegam nem perto de quando a inflação era extremamente alta.

Outro fator que explica esse fenômeno de juros baixos é que há muita competitividade entre as instituições pelo setor de financiamento imobiliário, consequentemente, as taxas lançadas por elas são baixas — em média de 6% a 12% ao ano.

Escolher o financiamento imobiliário direto é melhor

Isto é relativo. Se escolher financiar diretamente com a incorporadora, você consegue crédito muito mais rápido e sem todo aquele processo burocrático de entregar um monte de documentos exigidos.

Uma vez que as empresas são mais tolerantes quando se trata da comprovação de renda, essa é uma opção que pode ajudá-lo se você for um empresário ou trabalhador autônomo.

Entretanto, há outras vantagens em escolher um banco para financiar seu imóvel. As prestações são mais baixas, por causa do prazo elevado. Incorporadoras tendem a ter um prazo de cinco anos, enquanto bancos podem chegar a 30!

Outra vantagem é o menor valor na entrada; enquanto as incorporadoras pedem cerca de 40% do valor do imóvel, os bancos tendem a pedir 20% e, alguns casos, podem financiar 100% do valor.

As parcelas crescem conforme o tempo

Mito. A maioria das instituições financeiras possibilitam o uso de simuladores em seus sites. Ali, é possível antever da primeira até a última parcela. Isto evita ter alguma surpresa desagradável e ainda permite que você se planeje. A simulação pode levar em conta se o sistema de amortização do juros é constante (SAC) ou se a prestação é decrescente (PRICE).

Antes mesmo de concluir o contrato, é possível saber qual será o preço das parcelas, inclusive com juros já incorporados. O único elemento nas parcelas que pode ter uma variação é a taxa referencial, que geralmente é menor do que a correção anual salarial.

Prestações sem correção por meio da taxa referencial são mais seguras

Sim, isso é verdade, mesmo que a taxa referencial tenha um fator de redução que não permite que o índice de reajustes das parcelas seja maior que a inflação ou do reajuste do salário mínimo.

É possível que o medo de que uma variação surpresa da taxa aumente as parcelas do financiamento. Isso pode fazer com que a escolha de adquirir um imóvel seja por meio das linhas de crédito que não utilizam a correção da taxa referencial.

Nesta situação, o valor das prestações é fixado junto a um prognóstico de correção monetária. Em algumas circunstâncias, é também adicionada uma margem de segurança — um valor que corresponde ao risco que a instituição financeira está correndo por deixar a taxa fixa por tanto tempo.

Reforçamos que esta alternativa é a mais segura. Quem faz o financiamento consegue saber o valor preciso de todas as parcelas. Porém, ao escolher o financiamento com a correção da taxa referencial, é possível ter mais vantagens, uma vez que não é necessário pagar a margem de risco da instituição financeira.

E ai? Gostou do nosso post sobre mitos e verdades de realizar um financiamento imobiliário? Esperamos que ele tenha ajudado você a entender melhor como funciona esse tipo investimento e como ele pode ajudá-lo a conseguir o imóvel dos seus sonhos!

Se ficou interessado em saber mais sobre financiamento imobiliário e outros assuntos, que tal dar uma olhada no nosso artigo sobre amortização do financiamento e entender melhor como você pode reduzir o seu saldo devedor?

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