Bruxarias e afins
O que é bruxaria pra vocês?
Esse com certeza é mais um daqueles textos que não tem pé nem cabeça onde a ideia surge do nada e me dá vontade de escrever? Mas é óbvio!
E dessa vez, tudo começou quando eu estava coando o meu KEFIR, um probiótico proveniente da região da Turquia. Ele é composto basicamente por bactérias que fermentam o leite — ou a água, no caso do kefir de água — e traz inúmeros benefícios para a saúde, entre eles, a regulação intestinal, a produção da radicais livres, combate a depressão… e por vai.
- Lembrando que independente do problema, ele não exclui a possibilidade de um acompanhamento médico.
Enfim, lá estava eu na pia da cozinha lavando meu reservatório de iogurte quando eu lembre de uma conhecida que faz aniversário essa semana. Pouca coisa mais nova que eu, lembrei vagamente do jeito dela e pensei: “Ela é o tipo de gente que não faria isso” — quando a gente conhece a pessoa fica mais fácil de saber, né? E esse pensamento me levou há infinitas possibilidades, incluindo a quantidade, mínima ou praticamente inexistente de pessoas da minha idade que fazem esse tipo de cultivo.
Logo linkei esse fato há uma coisa que um namorado meu dizia: “Isso ai é bruxaria, você é mó bruxona”, claro, a fala nunca foi pra ofender, até porque me chamar de bruxa não é uma ofensa, pelo contrário. A questão é que a fala se dava a partir de discussões que tínhamos sobre determinadas temáticas, como religião e o motivo pelo qual as mulheres foram condenadas a fogueira.
É curioso, porque durante a idade média, essas mulheres que morreram em vão, praticavam nada mais, nada menos do que o naturalismo. Coisa que na nossa sociedade atual tem crescido muito junto com os movimentos veganos, raw, orgânicos, naturais. Aquelas mulheres eram como as índias que se encontravam no Brasil, na Bolívia, em diversos outros países, adeptos de uma cultura de consumo natural e feito por elas mesmas.
Por essa questão, ele me chamava de bruxona, por eu ser adepta a conhecer o produto que eu coloco na cara, no cabelo, a comida que eu como, fazer meu próprio cosmético, meu iogurte, minha bebida fermentada através de frutas e possuir o conhecimento para esse tipo de coisa, ter a curiosidade de aprender sobre medicina natural e o que se relaciona.
Isso é bem uma verdade, eu consigo contar nos dedos as pessoas da minha idade que se interessam ou fazem essas coisas, na verdade, eu consigo contar nos dedos a quantidade de pessoas mais velhas que eu que fazem essas cisas também. É praticamente nula! As pessoas, hoje em dia se interessam por qualquer coisa que seja modernamente fútil, mas não tem nem 0,1% de interesse por uma coisa que provém de sua própria cultura, do povo que habitava a terra que elas habitam, e isso minha gente, é triste.
