Luisa Bru
Luisa Bru
Jul 23, 2017 · 3 min read

Ansiedade O mal do século

A Organização Mundial de Saúde nos traz um dado de que 33% da população mundial sofre de Ansiedade.
A nossa sociedade, a cada tempo se torna mais consumista, urgente, exigente, competitiva, imediatista e também, ansiosa.

O renomado psiquiatra brasileiro Augusto Cury chama a ANSIEDADE de: “O mal do século”.

“…temos de impugnar cada ideia, cada sofrimento por antecipação, para não registrar a experiência ruim e não empulhar nossa memória com dados inúteis. Devemos pensar no futuro apenas para traçar metas. Não devemos sofrer por antecipação. Não podemos dispensar o presente, único momento que temos para ser estáveis e felizes.” Augusto cury

Estamos diante da geração mais avançada de todas as épocas, a mais poderosa indústria do lazer e da medicina, mas nunca fomos tão doentes. Uma em cada duas pessoas, mais cedo ou mais tarde desenvolverão algum tipo de transtorno psiquiátrico, segundo a Universidade de Michigan, EUA.
Se falarmos então de sobre ansiedade, cerca de 70% da população sofre desse mal. Deixamos a nossa mente ligada 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias no mês. É preciso controlar nossos pensamentos, e ter pensamentos de qualidade.

Dores de cabeça, dores musculares, nó na garganta, queda de cabelos, dorme muito ou pouco, e ainda assim continua cansado? Estes são alguns sintomas de que o nosso corpo está dando sinais de que não está mais suportando aquilo que nós talvez ainda não detectamos como ANSIEDADE. E muitas vezes ficamos bravos se alguém perceber isso
Nos irritamos facilmente quando um computador demora pra inicializar, perdemos a paciência quando alguém demora para responder o whatsapp ou ainda com pessoas e coisas lentas.

Para piorar toda a situação desenvolvemos e mantemos hábitos prejudiciais, como válvulas de escape, como se esses hábitos fossem nos ajudar a melhorar a nossa qualidade de vida e resolver os nosso problemas. Num primeiro instante sim, isso é verdade. Mas o problemas geralmente está a longo prazo.
Tomamos uma cerveja socialmente hoje, e a sensação que ela nos traz é de prazer e relaxamento, amanhã repetimos esse hábito, e depois também, só que desta vez em maior quantidade. Dentro de uma semana, isso se tornou um hábito. Agora a cerveja já não satisfaz mias, então resolvemos fumar também um cigarrinho, o que traz realmente um prazer fantástico e uma sensação de alívio imediato.

O problema é que depois de um tempo, esses comportamentos se tornarão hábitos e será cada vez mais difícil de perceber que são realmente prejudiciais e que você irá querer deixá-los, ou mesmo que não queira deixar, mas você terá a necessidade por conta de sua saúde. Parar de consumir alcool, outras drogas, vícios, ou saber como largar o cigarro é algo extremamente difícil para muitas pessoas.

Lembrando que isso mexe muito também com a autoestima. Pensar que tem controle sobre algo, e depois descobrir que não tem. Acreditar que pode largar o cigarro ou a bebida a qualquer momento e depois perceber que não é tão fácil assim. É algo muito difícil para muitas pessoas lidarem. Pode sim afetar também o que nós chamamos de autoestima. Se sentir impotente, fraco e incapaz. Aí além da questão de lidar com a ansiedade, também vamos ter que aprender como aumentar a autoestima, e trabalhar, pelo menos nesses dois pontos.

Enquanto que o saudável, quando você sentir os problemas de ansiedade, é, em primeiro lugar, procurar ajuda médica para diagnosticar corretamente. E, posteriormente, encontrar hábitos saudáveis para combate-la.
Vou te mostrar algumas das atividade que você pode fazer nesse caso:

  • Atividade física: como natação, corrida, ciclismo;
  • Caminhadas ao ar livre;
  • Yoga;
  • Meditação;
  • Pintura de mandalas;
  • Aprender novas atividades como pintura, música ou culinária;
  • Trabalhos manuais;
  • Técnicas de relaxamento;
  • Dente outras tantas práticas saudáveis.

O mais importante de tudo é que você goste e tenha prazer na atividade que você escolher.

O foco aqui é desacelerar os pensamentos através dessas e/ou de outras práticas, e não encontrar hábitos “fáceis”, porém não-saudáveis, como a bebida e o tabaco. Ter higiene mental, ter uma mente saudável e tranquila. Nós podemos juntos contribuir para uma sociedade mais saudável, se cada um se conscientizar e fazer sua parte.