as memórias, um dia elas adoecem

Essa semana eu resolvi rememorar o texto “O interior da gente”, escrito em março de 2015, foi sobre o meu encontro com o meu tio-avô, lá numa cidade minúscula do Ceará.

O retrato que tirei dele naquele dia fez parte de uma exposição que eu fiz na cidade aonde resido. A minha intenção era (ainda é) enviar pra ele por correio, no entanto, ninguém sabe o endereço, nem se preocupam em mandar quando eu e minha mãe pedimos. Por outro lado, me sinto besta, não peguei nenhum contato naquele dia, talvez por acreditar que o universo poderia cuidar de um novo encontro. Esses dias, soube que ele está doente e meu coração parece sussurrar dentro de mim — você sabe que esse novo encontro, quiçá, ocorra apenas na sua cabeça, né?

Deve ser por isso que existem as memórias.