Que venham mais 5 anos

Nesse ano de 2017 eu completo 5 anos como fotógrafa e de projeto Todos Podem Ser Frida, eu me lembrei disso enquanto estava tendo uma crise por ter entrado no especial do banco, uma voz interior me culpa por não trabalhar o dobro que eu trabalho e dos pequenos momentos de prazer que eu não tenho.

Desde de dezembro estou fazendo terapia por causa de uma situação que desecadeou o pânico, estou tendo a chance de conhecer o melhor e pior de mim mesma, e ir até o fundo do poço pra lembrar quem sou de verdade. É difícil, muito dificil. Entre meditação, yoga e alguma coisa que me motive, estou aprendendo a não excluir minhas conquistas por causa de períodos dificieis, aos poucos sei que é só me organizar melhor ali e aqui, o começo é complicado (o meio também), algumas coisas melhoram com o tempo ou não. Nos meses em que tudo é vermelho aprendo muito sobre qual é meu lugar no mundo e como o dinheiro não pode ser o meu guia, há muitas outras razões bem mais importantes, mesmo vivendo nessa sociedade capitalista onde tudo é roupa, carro, casa, balada e prestigio.

Bom, como eu estava dizendo ali na primeira linha, em 2017 eu completo 5 anos de profissão, meia década que sobrevivo daquilo que faz meu coração pulsar, esse mergulho de autoconhecimento está me deixando mais forte para reconhecer o que é importante pra mim e como posso retribuir para a sociedade, a vida pra mim é como boomerang — tudo que vai, volta. Estou me descobrindo múltipla e já não me vejo como uma só e isso é ótimo, apesar de confuso, porque parece que a gente tem que ser UM muito bom. Eu quero ser VÁRIAS mais ou menos pra poder aprender até os últimos dias da minha vida — essa não parece ser uma escolha agradável aos que só vivem da casca e eu to pouco me lixando pra quem tenta me encaixar.

O ano realmente começa dia 20 de março, o carnaval acaba e a vida normal volta ao seu devido lugar. Eu estou animada com as conquistas, tombos e mergulhos… É isso.

"Não sou de choro fácil a não ser quando penso em determinados milagres que ainda não aconteceram." Matilde Campilho.