GPS #41 | Ser e tornar-se Ser… ao fazer: de nada adianta descobrir o seu verdadeiro talento se você não faz uso dele.
“Não esconda os seus talentos.
Para o uso eles foram feitos.
O que é um relógio de sol na sombra?
- Benjamin Franklin
Uma das melhores metáforas que encontrei sobre colocar os nossos talentos a serviço da Vida foi na obra de James Hillman. Psicanalista pós-junguiano, ele defendeu a teoria de que tanto as benesses, quanto os traumas nos ocorrem para que, como “água”, possamos fluir pelo rio da nossa história encontrando experiências que nos coloquem alinhados com o nosso Propósito.
Sendo assim, esse “fluir” vai muito além da teoria da “causa e efeito” amplamente defendida nas áreas de desenvolvimento pessoal e comportamental no último século. Segundo Hillman, todos nós passamos por contínuas — e bastante sutis — transformações durante a nossa vida. E a paralisia, em determinadas circunstâncias, se deve muito mais à nossa (in)capacidade de transcender as causas e condições às quais estamos sujeitos do que aos traumas, carregados geração após geração, em nossas tradições familiares e sociais.
Muito longe de ignorar a dor e o sofrimento das pessoas, o caminho que ele sugere é o do entendimento da situação de forma ampla, conectiva e, à medida que se reconhece o sofrimento como parte da própria vida (e não algo que deve ser eliminado), somos capazes de nos colocar em movimento, nos sensibilizar às dores e aos processos alheios e seguir conectando a nossa intuição, ao que somos — Hillman chamou isto de “a semente do carvalho” -, enquanto estamos conectados ao nosso “daimon” (o gênio da alegria que mostra o caminho a seguir).

O GPS desta semana nos sugere um exemplo prático do que James Hillman defendeu durante a sua vida.
Para te ajudar, eu sugiro buscar em sua agenda ou diário (se você tiver), todos os eventos, compromissos, reuniões e “desejos para o ano novo” listados, aproximadamente, entre 20 de fevereiro e 30 de março de 2018.
Reserve alguns minutos para isto e tente se conectar à Energia que o motivava nesses momentos e tente responder:
- Os projetos que estavam em movimento foram abandonados?
- Chegaram à sua conclusão?
- Como estes processos se desenvolveram?
- Que experiências (positivas ou não) puderam ajudar você se saber mais Ser quem realmente é?
A natureza deste exercício vem da necessidade de falar sobre a dicotomia que envolve o uso dos nossos talentos.
Semanalmente atendo pessoas que, muitas vezes reconhecem a direção dos seus sonhos, mas se percebem incapazes de sair do lugar. Ou então, encontram-se tão amarrados ao discurso do que outras pessoas sugerem “ser os melhores passos para ser bem sucedidos: para o infinito e além” que, por não dar conta dos requisitos ~que acreditam ser necessários~, simplesmente paralisam logo no primeiro passo.
A quem devemos seguir?
Nossa intuição ou à ação imposta pelos outros?
Minha sugestão (por mais antagônica que seja fazer uma sugestão neste GPS!) é a de que você reserve os próximos dias para realinhamento de suas expectativas e PUXE a melhor estratégia que venha a servir ao seu primeiro passo.
REDUZA EXPECTATIVAS e FAÇA O SEU MELHOR com os recursos que você já possui.
Sou veemente contra o discurso do “Propósito” ao qual estamos submetidos (principalmente nos últimos anos).
Reconheço a sua importância e faço desse entendimento a minha Bússola pessoal, mas é um erro acreditarmos que isto virá pronto, como a “Anunciação à Virgem Maria”.
Não, meus queridos. Não vai ter sininhos tocando, nem coro de anjos te abençoando! (até que seria bom se fosse verdade, né? rs)
Recorra ao que é simples, ao que é mais próximo, ao calor (e ao frio) que lhe despertará a cada vez que se colocar na direção daquilo que sonha realizar.
Se precisar, recorra ao GPS 40 e siga as 3 recomendações que listei:
1) Mudanças exigem pensamento estratégico;
2) Reestruturação de rotinas de trabalho exigem muito mais de sua capacidade de se divertir com o que faz;
3) Ter clareza sobre a direção que está caminhando (e pedir ajuda, se necessário for, mandando um email para agendar uma consulta com o método que criei chamado "Jornada Mais Leve".

Meu nome é Canela Borges e desenvolvi a "Jornada Mais Leve", uma forma de pessoas se conectarem ao que lhes dão sentido observando suas histórias passadas, suas expectativas futuras e calibrando-as no presente. Sou historiadora de formação e Analista Sistêmica na Agência Mais Leve e, também, no Parque amantikir .
O que pode tornar a sua #JornadaMaisLeve?
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