Anderson Andrade
Aug 25, 2017 · 1 min read

Não cala, não consente, não ri
Só quando quer, quando ninguém mais quer
Diz não, não a tudo
Controle, mas um controle tão forte que se descontrola
Se descabela, se embaraça,
Sorri amarelo e diz "eu não senti"
Mas sentiu, sentiu mais que os outros
Nas pequenas materialidades toma conta das vidas
As preenche, sombria, soturna, acreditando em desacreditar
No fim sentada na pequena parede de pedra com um copo na mão
O olhar preso em algum lugar que não se pode ver
Fala da vida como quem fala de uma dor de cabeça crônica "não melhora, mas dá pra aturar"
Então levanta meio cambaleante
E diz não, não a tudo
Até que cansa e só segue quieta

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