Desfecho

Lembro quando eu te vi pela primeira vez: um metro e cinquenta e nove de pura arrogância e um rosto lindo, naquele dia nem dei bola pra elegância e me joguei no limbo.

Te chamei pra ver o tempo passar, de bobeira, vamo ver no que dá. Eu quis desistir antes de começar. Um cupido atirou em mim pra eu me jogar fundo nessa paixão. Sem nem ao menos perceber fui tirando os pés do chão.

Te conheci mais um pouquinho e reparei que seu nome é uma música de toquinho. Do seu colo eu fiz um ninho e umas estrelas explodiram em mim quando me vi assim sem jeito toda vez que era pra te ver, ansioso pra te ter, abri meu coração sem perceber, fui indo fundo e tive medo de morrer. Mas o tempo fez do nosso amor um horizonte, um caminhar eterno, e as borboletas no meu estômago fizeram dentro de mim um inferno.
 
Peguei tua mão e fizemos a oração. O homem disse pra eu não cair em tentação. Caí. Te levei pra casa e não parei mais de sorrir. E um beijo esperei, tu pediu pra eu ser seu rei no Reino do mar de amor, mas nesse mar eu senti o sabor do sal amargo e egoísta que você trouxe junto com o seu calor.

Me lembro dos nossos ensejos e tudo o que restou de nós foi esse desfecho e um poema, melhor que fiz foi voltar pros meus esquemas, porque de você eu senti tudo. Do meu multiverso eu já perdi três universo, e em memória à nossa história eu escrevo esses verso.