Sep 1, 2018 · 1 min read
XXII

Sou eu, os lençóis que abraçam tuas pernas,
O escurecer da nívea flor da manhã em tuas pupilas.
Sou eu, o ar rarefeito dos amantes,
Que expande o peito, dilata o coração afeito.
Sou eu,
A dor que na alma sente;
Flamante, inspiração do inconsciente.
Eu sou a chama que acende teu cigarro e lentamente se esmaece na memória
Do de foi um dia, amor ou poesia.
