Festival M.A.R. de Música: Maglore realiza show no Dia Mundial do Rock

Captar e emanar
Sep 3, 2018 · 4 min read

Por Leonardo Lelachêr

13 de julho. Para alguns um dia qualquer, para outros uma sexta-feira treze onde tudo pode dar errado, para mim o Dia Mundial do Rock. Dia de enaltecer o rock, ser rock, ouvir rock, se mover rock e viver esse estilo de vida. Um dia quente no Museu de Arte do Rio com o festival M.A.R. de Música, dando início a uma tarde enriquecedora com um bate papo com os integrantes da banda Maglore, seguido de uma disputa musical: Rio x Bahia, o Baile Transeunte, trazendo a atualidade contemporânea de cada estado, finalizando a noite com o tão esperado e aclamado show de “Todas as Bandeiras”, quarto disco da banda baiana Maglore.

Maglore. Foto: Daniela Paoliello | Divulgação MAR
Baile Transeunte. Foto: Daniela Paoliello | Divulgação MAR

Um show esteticamente muito bem concebido, animado, técnico e repleto de nuances, fazendo com que “Todas as Bandeiras” te leve a ter aquela conversa consigo mesmo, um álbum que tem o poder de somar com nossa busca pelo autoconhecimento.

Vejo “Todas as Bandeiras” como o mar, belo, profundo, forte, subestimado, sempre tem algo mais do que os olhos conseguem ver. “Todas as Bandeiras”é um álbum que nos convida a ouvir música com o coração, é necessário sentir, deixar que o som tome conta da sua mente, corpo e coração. É algo que nos auxilia a ter certeza de que entendemos muito mais quando não pensamos em “nada”. Canções que elevam o nível da banda. “Todas as Bandeiras” é um dos álbuns mais políticos da banda, porém as bandeiras em questão, não se referem sobre qual lado você vai escolher e sim sobre a nossa bandeira, quem você quer ser, que decisões quer tomar, o que criar e nos ajudar a seguir em frente.

Desde a primeira vez que ouvi Maglore, lá em 2012, tive certeza de que aquele era o tipo de música que eu gostaria que vivesse dentro de mim, eu tive certeza de que aquele era o tipo de sentimento que eu ficaria feliz em receber, sentir e dar, eu simplesmente soube. Arranjos tão bem pensados, letras que refletem em mim e me dão força para seguir em frente, “a mesma força que tem o grito do tigre quando corre perigo”, passamos por momentos difíceis e é normal que a gente acredite que a tristeza nunca terá fim, fomos acostumados a nos enxergar como incapazes, mas a música é uma arte que nos conforta. Nos dá a certeza de que não estamos sozinhos. E Maglore é uma das bandas que realiza isso com maestria.

Maglore | Foto: Daniela Paoliello | Divulgação MAR

Integrantes escolhidos a dedo, em cima do palco se tornam um só, sem deixar que a singularidade de cada um brilhe. Tudo se encaixa perfeitamente. Lelo Brandão, um musicista espetacular, ele e a guitarra aparentam ser um só, sempre com algo novo, no palco se transporta para um mundo diferente e executa cada nota com perfeição. Felipe Dieder, um baterista forte, focado, ágil e uma pegada única, as mãos de Dieder já se movem sozinhas, se tornou parte de seu instrumento. Teago Oliveira, tem tamanha conexão com o público carioca, o que sente o que a gente sente, o que diz o que a gente não consegue, sempre animado, não deixa com que o público se esfrie, uma música atrás da outra e o público canta juntinho. Em seu último show no Rio, Teago até brincou dizendo: “Eu gosto dos cariocas porque os cariocas não cantam, eles gritam, em outros estados a gente tem que pedir pra cantar um pouquinho mais alto.” Lucas Oliveira, o que sorri a todo tempo e o tempo todo, canta com os fãs de cima do palco, olha nos olhos e é claro, sorri. O que demonstra ser amigo de todos nós, nos ouve, conversa, dá conselhos e mais uma vez, sorri. Uma pessoa com uma luz tremenda, sua voz e seu baixo se encaixam perfeitamente em todas as músicas. Quando Lucas canta, todas as músicas ganham uma atmosfera diferente, nos emocionando. Todos amam Lucas, que a gente sorria junto.

Foto: Daniela Paoliello | Divulgação MAR

Maglore é aquela banda que a gente escuta e pensa: “nossa, essa banda merece o mundo, merece muito mais visibilidade, o mundo precisa conhecer Maglore”. Todas as pessoas que são apresentadas a banda se perguntam como não conheciam a banda antes. No Rio é um tanto complicado de se conhecer música nova, são polos, lugares definidos que trazem um tipo de atração, estilo musical X e Y. Nem todo lugar está disposto a abrir as portas para o novo, mas o show é como o teatro, sem público não existe teatro, sem público não existe show, sem demanda não existe procura. É importante que a gente se desloque e faça barulho, apoiando as bandas que merecem tal reconhecimento e Maglore é sem dúvida uma das bandas que merecem seu espaço.

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Ouça Maglore no Spotify:
https://open.spotify.com/artist/24me6m3bV7l2rnUwaXV0Tj

Written by

Leonardo Lelachêr, 21 anos, carioca. Escritor, expressa o que sente por meio de palavras. Apaixonado por música, filmes e pessoas.

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