Gabriel Cardoso
Jul 30, 2017 · 1 min read

Sonetos de Meditação — John Donne (trecho)

A morte de Marat, de Jacques-Louis David.

Morte, não te orgulhes, embora alguns te provem poderosa, temível, pois não és assim.

Pobre morte: não poderás matar-me a mim,

E os que presumes que derrubaste, não morrem.

Se tuas imagens, sono e repouso, nos podem dar prazer, quem sabe mais nos darás? Enfim, descansar corpos, liberar almas, é ruim?

Por isso, cedo os melhores homens te escolhem.

És escrava do fado, de reis, do suicida;

Com guerras, veneno, doença hás de conviver;

Ópios e mágicas também têm teu poder de fazer dormir. E te inflas envaidecida?

Após curto sono, acorda eterno o que jaz,

E a morte já não é; morte, tu morrerás.

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