2018, o ano de “foi você”

há 10h de acabar o ano, todos nós ou, a maioria de nós, sente aquela certa melancolia pelas coisas boas desse ano que está prestes a terminar, mas um baita alívio pelas dificuldades/medos/derrotas/vergonhas, que ficam pra trás.

um novo ano traz essa “magia” de que as coisas todas serão maravilhosas e basta fazer acontecer. mas para levarmos os aprendizados, temos que olhar pra trás e refletir sobre tudo que passou.

como diz o título desse texto, 2018 foi o ano onde aprendi a ser verdadeiramente mais eu, e por mais incongruente que possa parecer, só consegui isso por “culpa” das pessoas que estiveram nesta jornada comigo.

para encerrar esse ciclo de 2018, escolhi 10 acontecimentos que resumem bem esse período e que quero e vou /inevitavelmente, levar como aprendizado para todos os próximos. meus TOP 10 – 2018, foram esses:

1. no início desse ano resolvi me meter nas práticas de tecnologia, bem assim mesmo, como está escrito, querendo não apenas participar, mas ensinar os nativos, com autoridade e poder kkkk. me tornei agile coach, me tornei scrum master, me tornei certified management 3.0. mais que isso, palestrei em alguns eventos de TI, inseri práticas ágeis em diversas empresas de ponta e me lambusei de ágil até os cabelos. o ano de 2019 traz ainda muito mais agilidade pra mim, pra sermais e pra _hack.work.

2. nesse ano também reposicionei a minha filha n° 2 – a sermais, como empresa de inovação. deixamos de ser rh”zinho”, com todo respeito, para transformarmos o jeito de fazer gestão de pessoas, de acordo com esse mundo digital, que pede novos posicionamentos e estratégias em pessoas. graças a Deus. amém.

3. no meio do ano, fui beber da fonte de inovação, e entender como as maiores empresas do mundo estão fazendo gestão de pessoas – foi incrível. nossa visita ao Vale do Silício mudou nossa forma de enxergar as empresas, mas principalmente a forma de enxergar as relações de trabalho. nossos modelos já não nos servem mais, a roupa está apertada e não há mais ajuste, precisamos de roupas novas, customizadas para esse momento universal que pede propósitos antes de cargos, felicidade antes de riqueza e comunidade antes de chegar ao topo; esse tal de topo aí, acho que nos demos conta que ele nunca existiu. o ~topo é um lugar de úlceras, famílias destruídas, stress, infartos e pressão. não quero nunca chegar lá – prefiro aqui embaixo com as pessoas todas, afeto e de preferência sem muita frescura.

4. em seguida foi a vez de Santa Rita de Sapucaí, e não sei nem como começar a escrever sobre o que a experiência hacktown trouxe pra mim; começou com o fato de ficar na casa de 3 estudantes de engenharia, com mais 3 malucos de inovação. conviver com esses 6 meninos completamente diferentes entre si, e entre nós, foi incrível, e mostrou que homens e mulheres podem SIM desenvolver relações saudáveis, de parceria e muita good vibe, sem nenhuma 2° intenção, nenhuma pisada de bola, nenhuma falta de respeito. pessoas foram feitas pra comVIVER apesar de suas diferenças, e esse conviver implica em viver bem e feliz. sobre o hacktown, foi incrível ver uma cidadezinha como Sapucaí, receber e acolher pessoas que estão fazendo a diferença no Brasil. estávamos todos lá, as pessoas mais top das galáxias (não porque sejam alguma coisa, mas porque estão dispostas a olhar o mundo de forma diferente, a partir do nós, e não do eu), enfim, esse tópico, assim como o anterior, são dignos de histórias próprias, vamos pro próximo.

5. fora de ordem, porque realmente esse acontecimento mudou a ordem de tudo. no início desse ano comecei uma jornada de autoconhecimento com a terapia. então aos poucos resolvi que queria ser eu [doido né? Já não deveríamos ser nós mesmos desde sempre?], e por isso o nome do texto – pois nesse ano eu FUI EU. me permite, me descobri, “devi” menos pro outros (menos satisfação, menos receio, menos importar, menos respeito – não por desrespeitá-los, mas por respeitar a mim mesma, minhas escolhas, meus limites, minhas vontades). também olhei mais pra mim, vi coisas que queria e MUITAS que não queria, e ao me deparar com coisas que sempre tentei disfarçar e esconder, a transformação começou. a jornada está no início, e imagino que não terá fim, pois somos infinitos, cheios de cantos e portas fechadas, salas empoeiradas e lugares inabitáveis. a melhor jornada é a jornada dentro de nós.

6. nesse ano também a sermais se tornou mãe ❤. simmmm, ela procriou uma spin-off toda silicon”ada (fruto do vale do silício 😝), e que é a queridinha das empresas de TI da região Sul do país. e o bebê da sermais tem planos maiores ainda pra 2019 – deixa ela crescer.

essa experiência mexeu muito comigo, pois achei que não conseguiria dividir o amor que tinha pela minha empresa. no começo me irritava, as colegas da sermais acompanharam e apoiaram a jornada de desapego que precisei fazer; pois como diz uma das lições mais básicas de empreendedorismo: não se apaixone pelo seu negócio – precisei aprender isso na marra. assunto pra um outro texto, mas tinha que registrar aqui.

7. ❤ ❤ nesse ano eu encontrei alguém que valeu a pena. me abri de um jeito ímpar, apostei todas as minhas fichas, destravei meu coração (pois agora sei o que quero, lembra?) e estou sendo absolutamente correspondida e surpreendida por esse sentimento, esse olhar de futuro que temos na mesma direção, esses valores que compartilhamos, as afinidades que temos, nossos 4 filhos, nossos planos e sonhos que se encontram de uma forma orquestrada, e poderia escrever linhas e linhas de tudo que tem acontecido, mas o resto preferimos guardar só pra nós. o Felipe veio pra ficar, e esse ficar implica em viver com toda intensidade e sobriedade que pudermos, sem medo de ser feliz – talvez essa frase traduza exatamente o que estamos vivendo, pois a seguimos ao pé da letra. estou amando e sendo amada, e isso muda tudo né? o que veio antes e o que vem depois. mas sem idealizar muito, vamos viver todos os dias como se fossem os últimos.

8. esse match trouxe uma nova e única experiência pra mim – a experiência de ser madrasta. vamos começar explicando o que o google diz sobre madrasta:

1. mulher em relação aos filhos anteriores do homem com que se passa a construir sociedade conjugal.

2. mulher má, incapaz de sentimentos afetuosos e amigáveis.

e as demais definições são piores ainda. Ou seja, nosso conceito desse papel é ruim.

fomos criados numa sociedade que pinta a trilha “casar, ter filhos e ser feliz pra sempre”. e isso desenvolve na gente uma vida que tem apenas UMA opção (que triste), e caso algo saia do script, já “estragamos” nossa única e valiosa existência, depois disso só nós resta depressão, julgamento, arrependimento e autocrítica. um destino infeliz. MAS NÃO ASSIM QUE TEM QUE SER. NÃO É.

sobre ser madrasta, não se escolhe, se torna. e a gente não foi educada pra isso. (nossa tenho tanta coisa pra falar, que acho que preciso de outro texto, em breve. Fica acordado ok?)

só preciso dizer que esse papel tem me transformado e desenvolvido em mim sentimentos novos e únicos, e que sim, é possível amar filhos de outras mulheres, sem querer torna-los seus. a vida não é linear, ela é pra ser vivida.

Essas crianças têm me tornada alguém melhor, mais humana, mais madura, mais consciente; têm desenvolvido em mim sentimentos, habilidades e uma nova forma de ver a vida. falamos mais no próximo texto.

9. o acontecimento n° 9 começa em 2018, mas acontece em 2019 kkkkkkk. nesse ano comecei a desenhar a minha empresa digital \o/. não posso falar muito, mas esse fato é um caminho sem volta e que vem transformar muita coisa não apenas na sermais, mas na minha como um todo. daqui a pouco vamos mostrar pra todo mundo. estou feliz demais por isso, um passo enorme que está sendo dado.

10. o décimo lugar reservei para aquilo que não causa impacto, mas que é o mais relevante da nossa vida: os olhares, os sorrisos, os brindes, as longas conversas com pessoas interessantes, as discussões que geram mudança, os resultados atingidos, os clientes conquistados, os amigos que fazemos, o sabor dos jantares, as músicas que movem nossas segundas-feiras, os choros escondidos, o prazer de entrar no condicionado no calor, o banho quente no frio, o livro perfeito, o encontro de amigos, a prova difícil, a comemoração contigo mesma das metas que eram só tuas, os perdões, os beijos, os cheiros – e tudo isso que acontece silenciosamente na vida de cada um de nós. essa VIDA É BOA DEMAIS.


obs: não citei aqui minha filha aqui, minha princesa, porque ela não mudou minha vida ~esse ano, ela muda a cada dia, há 11 anos // e essa sem dúvida é a melhor experiência de todas. ❤


agradeço a Deus por esse ano MARAVILHOSO, e que certamente vai marcar como um “ano aqueles”. Obrigada meu Deus!!!!

em algumas horas 2018 JÁ ERA! e ficamos assim, meio saudosistas, mas a partir daqui, teremos 365 dias novos, em branco, para escrevermos de muita história inesquecível, de muito amor, de muito desafio, de muita conquista, de muito aprendizado e tudo mais que quisermos. que venha esse ano e que seja abençoado pra todos nós. votos de felicidade pra você, de muito amor, e de saúde também.

um novo ciclo está pra iniciar. eu estou empolgada e ansiosa pra tudo isso. foi um FELIZ 2018! que seja um AINDA MAIS FELIZ 2019! vamos lá!