Deve ser você.

Para ler ao som de “Onde Anda Você — Vinicius de Moraes”

O amor deve ser algo parecido com o teu jeito de se transformar em flor quando precisa ir, com a doçura que emana do teu sorriso, com o calor afetuoso do teu cangote. O amor deve ser algo parecido com o teu (en)canto, com a tua sensibilidade, com os nossos minutos de carinho. O amor deve ser algo parecido com os teus olhos pequenos e infinitos, com a nossa liberdade, com o teu silêncio confesso e pulsante. O amor deve ser algo parecido com o nosso suor de mãos entrelaçadas, com os meus sons quando te sinto entrando em mim, com as nossas conversas sobre vastidão. O amor deve ser algo parecido com o desejo de parar o tempo quando estamos juntas, com nossas madrugadas acordadas pelo desejo, com a tua presença em cena. O amor deve ser algo parecido com abandonar visões antigas e reaprender a c(am)inh(ar), com o nosso gozo, com nossa geometria na cama que tanto nos enlaça. O amor deve ser algo parecido com a vibração que provocas em meu corpo etério e na minha alma, com as canções que te mando e que recebo. O amor deve ser algo parecido com a falta que sinto do teu cheiro, com nossa ligação astral, com os meus desejos de permanência e austeridade.
Amor deve ser algo parecido com destino, acaso, sorte, reconhecimento, riscos, sinceridade, mergulhos, confiança, paciência, reciprocidade, gratidão, sobretudo saudade. Amor deve ser algo parecido com você, meu amor.

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