AMPLIFICA BH – Alunos que Ensinam

Participar do movimento educacional brasileiro com outros Google Innovators e amigos me transforma a cada edição do AMPLIFICA, uma proposta de evento mão na massa para educadores e gestores que buscam a mudança, a relevância da escola, mas muitas vezes precisam de uma direção para começar.

O AMPLIFICA BH não teria sido diferente ou mais intenso do que os outros se não fosse pela percepção contundente e real do que propostas educacionais diferenciadas e centradas no aluno podem fazer por essa galerinha do ensino médio que em pouco tempo fará parte da força econômica do país, trabalhando, gerando riqueza, consumindo, investindo.

Na Escola de Formação Gerencial do SEBRAE tivemos o privilégio de termos ao nosso lado alunos adolescentes incríveis, animados, que aproveitaram cada momento do dia para aprender, interagir, colaborar, e, principalmente, ensinar aos professores o que realmente importa para eles. Em um certo momento, quando chegamos do almoço para a plenária da tarde, eles tinham se apossado do palco e improvisaram uma apresentação para os educadores que já esperavam pela programação da tarde. Ao microfone, falavam do que os educadores precisavam entender e explorar de tecnologia em sala de aula. Simplesmente tocante ver alunos com iniciativa, autoconfiança, espírito empreendedor e vontade de fazer diferente junto com seus mentores.

A proposta educacional do SEBRAE MG com sua escola técnica visa formar cidadãos preparados para a resolução de problemas por meio de um olhar crítico e apurado sobre as questões que o cercam. E não é exatamente esse tipo de abordagem pedagógica que precisamos ver mais consistentemente em nosso sistema educacional, traçando novos caminhos para que os alunos desenvolvam competências que vão muito além da reprodução de conteúdo?

Que disciplinas em nossas escolas trabalham com colaboração e não falo aqui dos trabalhos em grupo como são atualmente propostos? Que disciplinas encorajam a criatividade e o raciocínio crítico para a resolução de problemas? Aonde nossos jovens desenvolvem suas competências sócio-emocionais que serão tão necessárias agora e no futuro profissional deles?

A experiência de conviver por um dia com esses jovens me deu a esperança de que, sim, há esperança para nossa educação. O que precisamos é aprender mais com essas escolas que valorizam a voz ativa dos alunos e os incentiva a agir criticamente, ser empreendedor no sentido mais amplo da palavra e resolver problemas.