Coluna publicada no Jornal Tribuna da Serra. Guaporé-RS | Edição 1609| 09 de março de 2017 |Por Carla Bagnara — Acadêmica de Jornalismo

Como lidar com o luto

Meu feriado de carnaval foi de luto. Uma pessoa muito especial na minha vida partiu para junto de Deus e deixou muita saudade.

Eu não fui a única a enfrentar a dor nesses últimos dias, assim como também não fui a primeira. A morte é uma experiência que atinge a todas as pessoas e diz respeito a todas as famílias. É uma realidade que faz parte da vida, mas, mesmo assim, é difícil encará-la como algo natural.

Certa vez, em uma das suas catequeses, o Papa Francisco disse que a fé é um consolo nos momentos de dor, porque ela restitui a esperança. E que a morte na família é como um buraco negro que se abre na vida dos familiares. Você leitor, assim como eu, já sentiu (ou, talvez, ainda sinta) esse buraco aberto em seu coração. A dor da falta de alguém amado. O aperto da saudade. A angústia da lembrança que não afaga a ausência. A tristeza da perda. O sofrimento. As lágrimas. O pesar. A aflição da separação.

Em meio a esses sentimentos é difícil recomeçar e até parece impossível retornar à “vida real”. O buraco negro aberto pela morte de alguém estimado parece que nunca fechará. Certamente as coisas não serão como antes. De certo, não. Mas deixar que a morte tenha a última palavra em nossa vida não é a solução para o renovo.

Continuar a caminhar na estrada da vida vivendo plenamente cada momento não significa esquecer por completo a pessoa que faleceu, ao contrário, é fazer jus às boas obras do amigo ou familiar que se foi. Devemos seguir adiante buscando aprender com a situação, praticando as boas virtudes e as lições que aprendemos com o ente que partiu.

Papa Francisco diz que na fé e no amor podemos nos consolar uns com os outros sabendo que o Senhor venceu a morte de uma vez por todas. Nossos entes queridos não desapareceram na escuridão do nada nem foram tirados de nós. A esperança nos assegura que eles estão nas mãos boas e fortes de Deus vivendo a vida eterna.

Eu sei que não é fácil, mas precisamos seguir em frente vivendo. Mesmo na dor…

#VamosFirme!

Aquele que hoje está com Deus até dias atrás fez-me sentir o céu aqui na terra através da amizade sincera, de seus ensinamentos e, principalmente, através de seu sorriso. Obrigada compadre Dirceu Donin por fazer parte dos meus 23 anos de vida. A vida sem a tua companhia, tio Dirceu, não será fácil, muitos sabem. Porém a certeza de que estará sempre olhando por nós querendo nos ver bem nos faz continuar a caminhar e viver, apesar da saudade que fica em nossos corações.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.