Coluna publicada no Jornal Tribuna da Serra. Guaporé-RS | Edição 1618| 11 de maio de 2017 |Por Carla Bagnara — Acadêmica de Jornalismo

Uma mensagem bonita

Nunca fui muito boa em expressar meus sentimentos com palavras. Parece que escrever mensagens e afins não é o meu forte. Em datas comemorativas como o dia das mães, o dia dos pais, aniversários ou despedidas, minha irmã sempre escreveu os cartões mais poéticos e singelos comparados aos meus. Eu bem sei que o mais importante é a intenção, mas um cartão bonito todo mundo gosta, não é?

Hoje deparo-me com uma pauta interessante: o dia das mães. Meu desejo era fazer combinações perfeitas, mesclando diferente verbos, substantivos e sinônimos, não poupando os adjetivos ou as figuras de linguagem para expressar o meu verdadeiro sentimento sobre esta data. Mas sinto essa dificuldade, essa “coisa” de não conseguir articular e montar uma mensagem bonita.

Entretanto pergunto: o que é uma mensagem bonita? — depende do ponto de vista de quem lê. No meu modo de ver, uma mensagem bonita é a mensagem transparente.

Por isso, mãe, hoje quero lhe dizer o quanto eu sou grata a Deus por ser tua filha. Com tuas qualidades e também com tuas limitações, me ensinaste a encarar a vida. Teu exemplo de mãe inspira-me a querer ser mãe algum dia. Sei das dificuldades que tu passaste e do teu esforço em dar sempre o melhor. Também sei da tua preocupação em ensinar princípios, valores e a verdade. Acredito que a minha mensagem bonita para ti neste dia das mães seja esta: eu te amo! Obrigada por ser a minha mãe!

E para todas as mães que leem o Tribuna da Serra, um trecho da crônica Mãe -a minha, a sua, todas escrita por Débora Bottcher.

(…)

Mães são aqueles seres que nos conhecem profundamente: nos atormentam e salvam. Sabem, através de um rápido olhar, se estamos bem ou se algo está errado; identificam no nosso tom de voz a melancolia e a alegria e são capazes de sentir nossas sensações a quilômetros de distância.

Mães são os personagens que traduzem, literalmente, o significado de amor incondicional: AMAM — contudo, todavia, portanto, além e apesar de. São a irradiação profunda do sentimento supremo, do aconchego, daquele tipo de paz e segurança que moram em nossa memória infantil e que, não raro, tentamos resgatar para a busca do equilíbrio cotidiano.

Mães têm humildade, esperanças, paciência, sabedoria, compaixão. São virtuosas, algumas vezes excêntricas, eventualmente exageradas. Entendem de perdão como ninguém e o praticam por antecipação. Suas lembranças são sempre vívidas e dentro delas somos eternas crianças.

Mães, curiosamente, guardam muitos segredos e um poder de superação que resiste ao revés com coragem e determinação imbatíveis — pois detêm uma força que elas próprias, muitas vezes, desconhecem.

Mães são senhoras da beleza de um jeito especial e único. Mulheres puras na imperfeição — porque têm, em primeira mão, a remissão do que chamam divino. Afinal, são Mães — as nossas.

E a elas nossa gratidão, o respeito, todo amor. Todos os dias.

#VamosFirme!

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