Sem medo do maxiblogging

Estava num café no Jardim Botânico quando um folheto caiu nas minhas mãos: “Curso de informática para a terceira idade”. O conteúdo programático incluía e-mail, Facebook, Whatsapp, Instagram e até Pinterest. Bem antes do bug falido dos anos 2000, minha mãe me colocou também num curso de informática onde eu aprendia, entre outras coisas, mudar a imagem do desktop e tirar o disquete com segurança. Quase 20 anos depois, aqui estou debutando em mais uma rede social. O tal Medium me captou com seu manifesto do amor às palavras. Como as amo!

É duro viver num mundo das imagens apoiadas por legendas curtas e espertinhas (nada contra, também gosto delas, mas não apenas delas).

Nesses dias, me contaram uma história do escritor (acho que o Roberto Da Matta) que recebeu a visita da neta e suas amigas. Quando as meninas notaram a quantidade de livros na casa, questionaram: “Mas ué, não estamos entendendo, você não é escritor?” Acontece que, para escrever ou para fazer qualquer outra coisa nesta vida, é preciso antes ler. E ler muito.

Por um mundo livre do medo da leitura, dos calhamaços, dos volumes duplos e triplos… E do maxiblogging.

Cheers!