Eu sou esquerda

Um texto apartidário

Ainda sou muito jovem, deve ser toda essa carne que mantém meu coração vívido. Por isso eu acredito na utopia de que, algum dia, todo mundo possa ser gente.

Convicções movem duelos acalorados mas, daqui de fora dessas brigas de cachorro grande, eu não ouço o correr do sangue pelas veias dos que bravejam toda essa parafernália científica. Essas pessoas tão cheias de si, tão vazias dos que não são ninguém. Parem de gritar.

De direita ou esquerda, se o luto de um coração quebrantado não te atrapalha o sono, você não entende nada de política. De direita ou esquerda, se uma criança inocente não ilumina teu dia, você não entende nada de política. Se todas essas guerras, esses gritos, esse entulho, esse resto de mundo revirado em escombros, não te faz clamar por um segundo de esperança, você não entende nada de política.

Guarde todo esse tempo gasto em cima dos seus artigos, apesar deles ainda há mortes. Se enxergue no olhar perdido de quem tem fome. Alimente-o. E assim se faz a arte de viver em nações.

Política é dignidade.

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