O poder da arquitetura

Carla Taíssa
Nov 6 · 2 min read

Arquitetura é a arte de realizar sonhos. Também é música petrificada com suas nuances, seu ritmo e harmonia. Ou ainda, é a tortura e loucura que te seduz e encanta todos os dias, segundo os versos de Leminski. Mas, seja qual a frase e definição, vinda de poetas, profissionais ou críticos, na verdade arquitetura é para mim muito mais do que isso: é coração, é alma, é visceral.

Isso porque, sim, ainda é uma das formas mais lindas de tocar as pessoas. Um jeito singular de juntar a imaginação e criatividade de um artista com linhas, curvas, cores, significados e tradições que vão de encontro da realização dos desejos mais profundos do ser humano. Além de conseguir tirar do papel e do risco de um lápis a concretização do sonho, outrora irreal, de alguém.

No entanto, arquitetos fazem mais do que isso. O seu poder de criação vai muito além de objetos, materiais, ou de uma edificação. Mas também, eles podem interferir de forma única em ruas, espaços públicos, cidades, estados, nações e até ficarem marcados de forma internacional. Eles têm o poder de transformar o caos da máquina urbana em planos, diretrizes e formas que não só impactam e melhoram, mas transformam a realidade nua e crua em manifestação artística.

E vai além! As obras podem guardar a cultura, as tradições, a história, a memória, os conflitos, as guerras, os encontros e desencontros, só para depois reconstruir o redor de forma inovadora e vanguardista.

Arquitetura é uma arte inconstante, incansável e, às vezes, de beleza inexplicável. Pode guardar o passado, como também indicar os caminhos do futuro. Pode revelar tendências, estilos, tecnologias, pode redescobrir saberes e, também, ocultar segredos.

Assim, seja de forma artesanal, manual, pela tela de um computador ou por realidade virtual, a arquitetura, o urbanismo, o paisagismo, e também, por que não, o design, apaixonam simplesmente por desmascararem a vida caótica e as certezas humanas só para representá-las de maneira caprichosa e ousada. Ou ainda, são formas de arte que saem da ponta de um lápis, de encontro com o papel e refletem diretamente em meu coração. Só sei dizer que são meios por onde posso enxergar o universo e representar a mim mesmo diante da paisagem, diante do mundo. São como fotografias da história e, portanto, simplesmente, as verdadeiras nuances por qual enxergo a vida.

Carla Taíssa

Written by

26 anos, escritora, coração dividido entre a paixão por design de interiores, jornalismo esportivo e fotografia.

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