Que história é essa de economizar afeto?

As pessoas vivem se economizando, se resguardando para um futuro. Como que uma poupança.

Se resguardam do dinheiro, do afeto, se resguardam das alegrias, das paixões, se resguardam do carinho, do bem-querer, da atitude. Acredita que até palavras são economizadas?? Vamos economizar para tempos de crise — dizem os ditos donos de si e independentes. Dessa forma (acreditam que) se protegem de possíveis tropeços. E se acham espertos. Como se as coisas boas que se põe à nossa frente se desgastassem com o uso.

“Não vamos nos entregar à vida agora. Nós precisamos estar acima dela para vivê-la. Viver no controle, com total cautela e um pé sempre atrás quando as emoções forem arrebatadoras.” Dessa forma, escolhem(os?) a apatia. Vivendo no morno pra não se queimar no calorão. Sofrer com a falta agora para quem sabe não sofrer depois.

Pois veja só, estas coisas não se desgastam com o uso, mas sim com o desuso. Quer uma viva repleta de amor? Então viva o amor. Uma vida repleta de bem-quereres? Então queira bem. Uma vida repleta de carinho? Seja carinho. Seja tudo de bom, mas seja muito. A vida que você sempre quis está logo atrás de sua poupança — com o perdão do trocadilho. E se é tão fácil fazê-lo quanto escrevê-lo? Me diga você.


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