Reflexões sobre o amor

Oque é o amor? há muito tempo desisti de entender. Por vezes, tentamos explicar, encontrar lógica ou racionalidade, mas não há. Simplesmente não existe fórmula certa para o amor. Ele pode surgir do lugar mais improvável, pela pessoa mais improvável. E pode nem ser como nos filmes: à primeira vista. Às vezes pode surgir por uma pessoa que sempre esteve ali e você não notava. E por quê? Não o sei. Defini o amor, se é que posso prestar-me a prepotência de querer defini-lo, como um sentimento de uma aleatoriedade sem tamanho, com razões que nunca beiram a obviedade, nem nunca estão perto desta. Inexplicável, simplesmente inexplicável. E digo isso com certa propriedade, já que eu mesmo não faço a menor do ideia do porque eu amo aquela garota. Mas amo, de forma que nunca amei outra. Pegou-me tão desprevenido que demorei a entender e aceitar tal sentimento. Cheguei a perguntar-me ‘o que é isso que me embrulha o estômago? E dói tanto, mas em lugar indefinido que não consigo discernir onde?’. E não é que era amor? Nenhum de nós sabe lidar muito bem com tal acontecimento, não fomos preparados para isso. Encontro-me aqui falando com ares de quem entende muito do assunto, mas a verdade é que venho para pedir ajuda. Após o aceite de que de fato a amo, e que o que sinto não se compara a nada do que algum dia já senti, pergunto-me, se tão aleatório é o amor, qual a probabilidade de que ela também goste de mim? Pois já não sei se consigo viver num mundo sem o sorriso dela.”

(ALBUQUERQUE, Eduardo; também denominado como aquele que amava Louisa).

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