Aquela rede social lá
Deve ter aproximadamente uns 3 anos ou quase isso que aquela rede social, a azul lá, isso mesmo, o Facebook, me proporciona um certo sentimento de aversão misturado com desconforto.
Simplesmente não consigo mais me expor sem estranheza no feed dos meus contatos, creio que meu desconforto provém de um efeito colateral causado por aquela velha “cultura” herdada do finado e saudoso Orkut, a de adicionar qualquer indivíduo que você bateu o olho mais de uma vez em algum ambiente e já o considera como conhecido o suficiente para você visualizar suas postagens e vice-versa; combinado com minha personalidade acanhada. E olha que nem pratiquei muito isso na rede do Mark, porém o mais curioso é que sinto isso nela até com familiares e amigos pessoais, enquanto nas outras redes e meios de contato é tudo completamente ao contrário, me sinto livre.
Acho que aquele principal estereótipo criado pela galera “vi em tal lugar e adicionei”, o de aparências e opiniões forçadas seja o principal vilão que crie essa atmosfera, ou até outras coisas. Mas é de uma relevância insignificante desvendar isso agora, pois não me importo mais que nem antes e não acho o suficientemente ruim para me abster completamente desse entretenimento virtual, até porque hoje o Caralivro se tornou na minha visão uma zona neutra, um daqueles botecos sujos com pessoas diversas, jukebox, sinuca com bolas desbotadas, cinzeiros cheios, brigas desnecessárias pelo resultado do FlaxFlu, baratas deslizando no piso; com seus momentos divertidos eventualmente, algo que simplesmente existe ali sem necessidade de contestação. Ou apenas uma zona neutra no ponto de vista de pessoas confusas mesmo, pode ser, pense como quiser, só queria tentar expressar minha relação com aquela rede social lá.