Dissonância Irrisória

Com o atual cenário caótico e instável, somando com a interatividade imensa da internet, se vê levantes dos mais variados tipos promovendo ideias ou contrapondo elementos atuais. Um fenômeno esperado e necessário, mas é levemente preocupante quando dentro desses caminhos tentam demonizar valores substanciais dentro da sociedade contemporânea, e já enraizados, porém com uma raiz que ainda se desenvolve lentamente, sendo visada por mentes inquietas querendo removê-la desnecessariamente. Valores como respeito, generosidade, tolerância e o conceito que temos de humildade; inseridos na estrutura ocidental fortemente pelo Cristianismo, por mais que não sejam vistos praticados da maneira que se espera, estão lá, como fatores de evolução pessoal, coletivo e espiritual, importantes no físico e/ou para o metafísico. Os que atacam esses princípios, encontram como combustível para o seu desdém o fato de considerarem convicções “fracas”, “cristãs” e que corrompem os verdadeiros princípios humanos, os primitivos, aqueles que fizeram o que somos de acordo com a lei natural. Pois bem, é evidente que como qualquer religião abraâmica, o Cristianismo envenenou onde alcançou, porém é de extrema ignorância negar o papel fundamental de equilíbrio moral e ético que ele apresenta na forma dos ensinamentos que Cristo um dia espalhou em províncias palestinas. Os valores sociais implantados pelo Cristianismo no ocidente dão uma base importante para um convívio harmonioso mesmo se na prática saia inconsistente, tendo em vista um modelo a ser seguido de aprimoramento pessoal, uma constante busca de evolução do ser, isso se trata das virtudes em si, independente de quem usufrui de sua teologia ou faz a prática da religião sistematicamente. Tudo é passível de críticas e observações frias, mas querer usar de um caráter subversivo desejando a derrubada de princípios que impulsionam a evolução pessoal e ordem social (inclusive compartilhados com diversas crenças minoritárias) para instaurar costumes primitivos, que apenas abraçam instintos selvagens e destrutivos sem nenhum ideal de aperfeiçoamento em qualquer aspecto além indivíduo, longe de buscar pela ascensão do significado de humano e ignorando o senso comum da condição de um povo. É sem dúvidas escrever uma certidão de maleficência moderna que apenas produz odes inúteis ao primitivo desnecessário, inertes em um estado egocêntrico e cadavérico que busca apenas desvalorizar o essencial.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.