Porque eu faço vídeo e porque quero vendê-lo a você

Ao passar as horas, dias e meses nessa profissão as questões que acompanham o vazio do seu “home office” começam a se tornar notórias e apesar de querer afugentá-las, você se vê cada vez mais atraído ao monstro do questionamento: “qual a importância disso que faço para o mundo?”
Particularmente, eu sempre tive a inquietação a respeito de ser algo maior, de construir coisas memoráveis, de escrever um livro que possa mudar a vida de alguém, ou pelo menos ser usado como exemplo quando a mãe vai ditar sobre futuro para o filho. Sempre acreditei que uma pessoa só morre quando deixa de ser memorável e como qualquer criança, meu sonho sempre foi ser imortal.
Mudar o mundo, é nisso que acredito.” 
Pensando nisso, me desbravei (de formar idealizada, claro) em todos meus desejos mercadológicos desde que me dei conta de que seria nele que eu passaria mais da metade da minha vida.
Astronauta, veterinário, defensor de causas ambientais e socioecológicas (meu sonho aos 11 anos era ser do G
reenpeace), ator, cantor e até diretor de cinema. Tantos lugares dispersos um do outro mas que eu podia ver uma coisa em comum, algo que era fundamental, o poder de transformar a vida de uma outra pessoa.
 Com o passar do tempo e o chamar do amadurecimento, fui compreendendo melhor o mundo e me adaptando a ele, deixando para o futuro coisas passiveis de procrastinação e fazendo hoje, as lições de ontem. Realmente, a procrastinação é o mal dessa nossa geração, mas isso vou deixar para um próximo texto, vamos continuar aqui.
De uma vez dentro do mercado audiovisual, percebi que o que eu fazia poderia ir além da minha Timeline, que não acabava quando a exportação estava concluída e que o formato H.264 nem era o mais importante. Vendo a grandeza de se contar histórias, percebi que eu poderia mudar o mundo através de lentes e telas, contando não apenas minha história, mas a de mais um milhão de pessoas. Que eu poderia ter o poder de te fazer sorrir, chorar, ficar nervoso, alegre, nostálgico ou reflexivo. Que eu poderia conversar com gente que nem mesmo conheço e que nem mesmo estou vendo. E foi por isso que resolvi viver de filme.
 Botando na folha dos prósXcontras era a mais ideal das profissões pra mim (mas o negocio do Greenpeace ainda me encanta um pouco), até porque nos prós tinha algo que era mais essencial ainda, que era ser algo que eu realmente amava fazer.
 Encontrar o X da questão (alô professor de física, um abraço) foi o principal para eu mergulhar de vez no mercado audiovisual, pois percebi que com ele, eu poderia falar do que acredito, apresentar pessoas que compartilhavam do mesmo pensamento que eu, que neste nicho eu poderia conversar com pessoas sonhadoras (assim como sempre fui) e dar a elas o espaço para contar e mostrar seus sonhos. Escolhi o mercado audiovisual por saber que ele me abraçaria sempre que eu precisasse me expressar e que ele seria meu melhor amigo na hora de juntar forças para enfrentar o mundo. Escolhi o audiovisual porque na verdade, ele já estava de olho em mim a algum tempo (desde o dia que assisti Titanic e minha vida mudou. PS:tema pra outro textão aqui, calma Carlos).
Tá, mas parando de olhar pra dentro um pouco, pude perceber o quão importante é o vídeo para as outras pessoas, pois, assim como eu quero mudar o mundo, existe milhares de pessoas com os mesmos desejos, porém, com ferramentas diferentes. E essas ferramentas vão desde a um novo aquecedor via energia solar a uma empresa que fabrica pneus, no fim, todos querem deixar seu legado no mundo.
E foi ai que encontrei o meu espaço dentro do espaço alheio. Foi ai que vi a oportunidade de ajudar a crescer, pessoas que já estavam no caminho do sucesso. Não é fazer publicidade para vender, mas sim fazer publicidade pra atestar, expandir e alavancar. 
A cada cliente não vejo apenas a oportunidade de um novo vídeo, mas sim de mais uma oportunidade de contar novas historias, apresentar sonhos e dar um checkbox em mais uma (porém não igual) nova oportunidade de melhoria pro mundo. É como se eu fosse um investidor de grandes ideias e minha forma de investir é fazendo o que sei fazer de melhor, contar historia através de imagens e sons.
Descobri com o audiovisual, que não se muda o mundo sozinho, que não se torna memorável sozinho e que por isso tanto eu quanto você precisávamos de um ao outro para mostrar que desde criança, o que queríamos era reciproco, que desde criança, só queríamos mudar o mundo.

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