Mudar o Brasil é papel de todos nós.


Nos últimos anos vimos uma série de manifestações, físicas e digitais, de pessoas por todo o Brasil ávidas por mudanças.

A percepção de que o modelo político adotado já não cabe mais no Brasil de hoje, fez surgir muitos “grupos” de militância política.

O grande prolema é que, na maioria dos casos, esses grupos seguem exatamente a mesma cartilha do modelo político que já não é aceito por eles mesmos.

Outro dia um amigo disse uma coisa muito interessante sobre a conjuntura atual. Em sua opinião, o que está faltando é “informação”.

Segundo sua teoria, que concordo em grande medida, o sistema precisa se revigorar e manter-se como está para que os maiores privilegiados possam seguir gozando a boa vida de mordomias, enquanto a grande massa se mantém à margem das possibilidades.

Parece muito simples até entender a lógica desse modelo de organização social.

Mas apesar de grande parte da população negar a existência da polarização, da partidarização e da luta de classes, elas existem. E tomam proporções maiores a cada dia.

Uma parte, mais convicta de suas ideias e convicções, tomam (e assumem) posicionamentos que, via de regra encontra identificação em algum grupo político. O que é muito normal.

Outros, porém, preferem esconder-se sob o manto da “apolitização” (Se é que esse termo existe. Sinceramente acho que não, mas me dou o direito à licença poética, nesse caso.), e repetir incessantemente o discurso do “sou apolítico”, “sou apartidário” ou “nenhuma ideologia me representa”.

Bobagem! Eu sei que das dezenas de agremiações partidárias que existem, a maioria tem apenas o “projeto de poder” como meta e, consequentemente, nenhum “projeto de país”, ainda sobram muitos com algum alinhamento ideológico que se enquadre no pensamento desses indivíduos.

Na verdade, o que existe é uma aversão à política. E é justamente aí que esbarramos no nosso principal, mais cruel e mais problemático problema.

Temos negado a política, como se fosse ela o nosso problema.

pensamos assim porque somos bombardeados, diariamente, por mensagens subliminares convencendo-nos inconscientemente, seja na programação televisiva, nas revistas, nos jornais ou mesmo aqui, na internet.

Para termos noção do quanto somos “manipuláveis”, podemos usar algumas pesquisas bem ilustrativas.

Não início desse ano, dezenas de milhares de usuários de internet foram perguntados sobre a grande rede e, pasmem, mais de 70% disseram que o “Facebook” é a “Internet” e, desses, 90% consomem a maior parte das informações e notícias, através desse veículo.

Outro estudo mostrou que o Brasil figura entre os três países de maior produção de notícias “falsas” ou “não confirmadas”, com destaque para as páginas e perfis de alguns grupos criados recentemente, justamente no período de maior atividade político-ideológica dos últimos tempos.

São pessoas que defendem interesses de velhas raposas da política brasileira e, pior, defendem a manutenção do “status quo” para perpetuar o estado catatônico da população frente aos desmandos dos grupos hegemônicos da política brasileira.

Mas aqui, para finalizar, cabe-nos debater, esclarecer e fazer entender, que a política não é nosso maior problema, mas sim o único caminho possível para a solução de todos os problemas.

Precisamos fazer como fazem TODOS os povos de TODOS os países mais desenvolvidos socialmente. Precisamos deixar de achar a política um assunto chato e precisamos parar de evitar ou, pior, execrar a política.

Ao invés disso precisamos tomar conta da política, entender cada detalhe do jogo político, discutir e debater soluções, propor mudanças e, acima de tudo, acompanhar e cobrar ação dos responsáveis.

Somente dentro da Política, poderemos fazer as mudanças que tanto esperamos.

OBS: Entendam, quando falo “dentro da política” não me refiro à filiação a partidos políticos. A política é feita no dia a dia, nas conversas, nos debates, nas nossas casas, nas nossas ruas, enfim, fazemos política todos os dias, só nos falta incluir as políticas publicas como item obrigatório de nossas análise.

Forte Abraço a Você, que Permaneceu Comigo até Aqui.

Até Breve!

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