Quem define se limita?

Desde a época do começo das redes sociais, onde ninguém ainda tinha conhecimento de que poderia se conectar com outras pessoas, compartilhar seus pensamentos, suas fotos, seus sentimentos muito além dos e-mails e salas de bate-papo (essas que serviam para uma coisa bem específica e que faz parte do objeto do texto de hoje) existia sempre um que colocava em seu perfil a célebre frase: “Quem se define, se limita”.

Nunca entendi por que as pessoas tinham esse receio de se definirem. Para mim sempre a definição era um estágio de consciência e orientação.

Nos dias atuais onde se explodem críticas à qualquer preferência sexual a pessoa se torna inimiga de todos. Qual o motivo? Teremos que todos gostar de todos? Ou a civilização tem que aprender a conviver com o diferente?

Nunca entendi o por quê das pessoas se obrigarem a (muitas vezes) se forçar a fazer parte de um núcleo que muitas das vezes não se encaixam. Aí vem as frustrações, os medos, as inseguranças. O julgamento (tanto interno como externo).

Se orientar, saber conscientemente de suas preferências (nesse caso específico as sexuais) é você saber que existem pessoas com o mesmo gosto à quem identificar e ter relações íntimas mais saudáveis. Isso não quer dizer que você está isolando outras pessoas, pelo contrário o convívio se torna mais fácil quando sabemos quem são as pessoas e o que elas desejam e definem sexualmente.

Vivemos em novos tempos, que a sexualidade é mais líquida, os relacionamentos mais homogêneos. Mas temos a beleza da diversidade que nos orienta na sociedade. Não à segregação, mas um maior entendimento das definições sexuais.

Essas novas formas de amar e sexualizar não acabará com o que já existe, somente agrega ainda mais a diversidade.

Eu me defino: sou homem, cis, homossexual. Me atraio sexualmente com pessoas do mesmo sexo e que tenham a mesma preferência sexual que a mim. Isso não quer dizer que estou excluindo determinado setor da sociedade, mas para uma relação mais íntima e sexual essa é minha preferência.

Apesar da sexualidade ser um traço de definição, ela é apenas um elemento, por isso a exclusão não deve ser feita. Não somos somente sexo e sentimento íntimo. Somos muito mais que isso. Somos seres humanos, distintos e buscando a felicidade e plenitude.