Crônica da primeira noite de desfiles da Série A

Carlos A. Fonseca
Feb 25, 2017 · 3 min read

Reproduzo abaixo minha análise por escrito sobre a primeira noite dos desfiles da Série A, realizado na noite de ontem e madrugada de hoje na Marquês de Sapucaí.

ACADÊMICOS DO SOSSEGO — Grata surpresa. Competente homenagem à Zezé Motta que resultou na melhor abertura de Série A até aqui. O conjunto visual pode não ter sido tão impactante, mas passou bem o enredo. O destaque da apresentação foi a bateria de Mestre Átila, que deu um show à parte. Poderia ser melhor, mas a azul e branca abriu a noite com segurança e deve permanecer no grupo — até com alguma tranquilidade.

ALEGRIA DA ZONA SUL — Desfile morno. O conjunto visual da escola foi apenas correto, com fantasias e alegorias bem acabadas. Gostei da Comissão de Frente, que representava a infância de Beth Carvalho. O samba passou bem, todavia gerou uma Harmonia razoável. O grande problema foi a evolução, um completo desastre — que apertou o passo em dado momento. É meio de tabela pra baixo.

UNIDOS DO VIRADOURO — A melhor da noite até com sobras. Grande desfile, do jeito que estava proposto: leve, bonito e de fácil leitura do enredo. Ótimo conjunto visual, bateria passou boa e com bossas criativas, auxiliados por mais uma atuação de gala do Zé Paulo. Literalmente, a vermelha e branca brincou na Sapucaí. É favorita ao título sem dúvidas, mas vai ter que torcer muito para as cotadas de hoje errarem para ter chances de levar a a taça.

IMPÉRIO DA TIJUCA — Decepcionante. O destaque do desfile a meu juízo foi a Harmonia, bem forte e que ajudou na sustentação do samba. Conjunto visual foi bem irregular, alternando bons e maus momentos cromaticamente. O ponto negativo foi a Evolução, desastrosa (principalmente) do meio pro final — o que acarretou no estouro do tempo. Outro que deve ficar no meio da tabela pra baixo.

PARQUE CURICICA — Desfile entediante. Parecia que superaria as expectativas, mas a mesma se confirmou: do segundo setor em diante o que vimos foram fantasias fracas e de péssima solução e alegorias piores ainda — a segunda, que representava os programas de auditório, de péssimo acabamento. O que se salvou foi a Bateria. Ademais, é candidata a Intendente.

ESTÁCIO DE SÁ — Uma grande homenagem a Gonzaguinha. Desfile empolgante, enredo muito bem entendido, bela Comissão de Frente e o samba funcionou muito bem — superando as minhas expectativas — com um inspirado Thiago Brito conduzindo a escola com muita competência. Pode até brigar pelo título, mas deve correr por fora na hora de abrir os envelopes.

SANTA CRUZ — Apresentação bem no limite do tolerável. Ponto forte da escola foi a Evolução, bastante tranquila. A Harmonia passou razoavelmente bem, devido as limitações do samba. Num todo o conjunto visual foi irregular, e a CF foi bastante confusa em sua apresentação. Outro ponto forte foi o carro de som da escola, liderado por Pavarotti e Gabby Moura. No máximo, deve ficar na tradicional zona da marola.

Carlos A. Fonseca

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