Bel Pesce e o empreendedorismo de palco: porque a Menina do Vale não vale tanto assim
Izzy Nobre
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Faltou falar de como ela entrou no MIT …. Desde que li esse papinho, já tinha sacado a furada!

A história de como você foi estudar no MIT é bastante inusitada. Como foi?
Cheguei ao MIT de uma maneira bem inesperada. Durante o colegial ouvi falar sobre o MIT, mas quando fui me informar sobre os detalhes do processo de admissão, já era muito tarde, eu tinha perdido várias etapas: uma prova de múltipla escolha e uma entrevista com um ex-aluno. Praticamente todo mundo me falou que não dava mais tempo e eu devia desistir. Mas aprendi cedo que ter perseverança e dar o melhor de si pode fazer milagres. Se eu não fizesse nada, não seria aceita. Então parti para a missão de tornar o “não” em “sim”. Sabia que as chances eram pequenas, mas queria ter a consciência limpa de que tinha tentado o meu melhor.

E como você conseguiu ser aceita nessas circunstâncias?
Fiz duas coisas um tanto malucas. Primeiro, descobri o endereço de um ex-aluno do MIT em São Paulo e fui bater na sua porta. Como eu não sabia o que era essa tal de entrevista, coloquei tudo que fiz na vida em uma caixinha de papelão, para mostrar que eu trazia meu coração e minha vida e pedi para que me entrevistasse depois do prazo. No final, a entrevista acabou indo super bem. Segundo, apareci nas provas e implorei por um exame, mas infelizmente as provas vinham contadas dos Estados Unidos. Pedi para esperar e ver se alguém faltaria, mas disseram que isso não iria acontecer. Em uma cena dramática, fiquei ali à porta, vendo as pessoas entrarem e sentarem em frente aos seus exames. Mas um assento continuou sempre vago e acabei fazendo esse exame. No dia 18 de março de 2006, eu recebi uma carta dizendo que eu havia sido aceita no MIT.

Mas, o que, afinal, tinha dentro daquela caixa? Com 17 anos, você já havia produzido algo de extraordinário, ou a atitude e a ousadia contaram mais?
Acredito que eles tenham se interessado pelo “pacote completo”: sempre fui muito bem em todas as matérias na escola, então minhas notas se destacaram bastante. Mas notas é apenas um parâmetro. Eu fazia trabalho voluntário em algumas organizações, eu já havia trabalhado em empresas durante o Ensino Médio, eu era doida por tecnologia, eu montava e desmontava computadores, eu havia escrito alguns livros quando criança, eu gostava de esportes, eu fazia websites, eu vendia bijuterias que eu mesmo construía, eu tinha uma pasta cheia de ideias de games para produzir, eu devorava livros, eu era fascinada por música, eu tinha ido muito bem nos vestibulares brasileiros desde o primeiro ano do colegial, eu adorava passar horas conversando sobre vários assuntos — essas foram algumas das coisas que eu levei naquela caixinha. Mas, acima de tudo, na entrevista ficou claro que eu queria usar a educação que recebesse no MIT para transformar o mundo em um lugar melhor ….

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/01/conheca-a-historia-de-bel-pesce-a-menina-que-conquistou-o-vale-do-silicio.htm

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