Dilma , Corrupção e Polícia Federal

A base de Dilma começou a cair quando ela passou a priorizar critérios técnicos sobre critérios políticos na sua montagem.

Esta é a conclusão de um estudo de caso disponível aqui.

É o oposto do que lhe acusam.

Da mesma forma, acusam-na agora de interferir na Lava Jato. E com intenções politicas.

Bom momento para lembrar que durante os 8 anos do governo Lula houve mais de 1270 operações da PF.

Em contraste, nos 8 anos do governo FHC, não chegaram a 50.

Você leu certo.

O número de varas (como a de Moro) em 2002 era próximo de 100. Em 2010 passavam de 500.

No mesmo período, o orçamento da PF triplicou.

Não foi à a toa que o procurador da Lava Jato afirmou: “governos anteriores controlavam instituições de investigação”.

Agora, movimentos contra a corrupção concentram esforços para tirar do governo uma das poucas lideranças que talvez nada tenha feito para interferir em operações da PF.

E se o fez, pela primeira vez, ela e quem mais tiver realizado qualquer manobra neste sentido correm risco concreto de pagar o preço.

Eis o tal “totalitarismo comunista bolivariano da ditadura do PT”.

Vale lembrar: não se trata de defender o governo atual.

O governo Dilma mostrou-se uma tragédia.

Mas a menos que surjam novos fatos ou evidências concretas, é legítimo.

Se trata então de defender as regras do jogo. A constituição.

Respeitadas, garantem nossa sobrevivência mesmo após um mau governo.

Não respeitadas, transformam-se numa ladeira escorregadia que nenhum governo futuro, por melhor que seja, consegue evitar.

Governo ruim se resolve de quatro em quatro anos.

Governo sem legitimidade se resolve com novas eleições.

Fora disso, não se está lutando por verdade, justiça ou sequer contra a corrupção.

Está-se apenas assumindo um lado no jogo de poder de sempre.