Teia

O silêncio cego desbota o papel

As páginas se tornam vazias

E as mãos não sabem o que escrever

São tantas, essas vozes em haver

Inúmeras palavras esquecidas nas gavetas

Letras disformes e ideias pernetas

Ouve-se apenas a bagunça

O caos que contrapõe a ordem

Equilíbrio que nasce da desordem

Uma verdadeira sopa de acasos

Uma teia de pessoas de caráter rasos

Seres perdidos em si mesmos

A solidão de quem só quer amar

Mas não sabe ser amado

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