Modernismos

A mesma heresia, à esquerda e à direita

Dá na mesma, só muda o sinal.

Historicamente falando, a modernidade tem duas faces, dois lados da mesma moeda falsa, sempre em aparente conflito mas na verdade sempre operando em conjunto um desvio total da realidade. O maior inimigo da modernidade é a realidade; toda ela lhes é estranha e selvagem, devendo sempre dobrar-se a alguma concepção ideal (ou ideológica) que lhes parece muito superior. É isto o que define o pensamento moderno: nele a coisa deve ser dobrada, cortada e contorcida, numa espécie de leito de Procusto mental, até que se adéque ao intelecto. Este vem primeiro, e aquela é a inimiga a vencer.

As faces falsamente conflitantes da modernidade são a individualista e a coletivista. Por incapacidade de perceber claramente a realidade, elas idolatram versões simplificadas da Verdade que diferem basicamente no seu foco. No âmbito político, a modernidade individualista gerou o capitalismo, enquanto a modernidade coletivista gerou o fascismo e o comunismo. Vale apontar como estes erros, aparentemente opostos, são na verdade apenas faces distintas da mesma negação da Lei Natural e da própria natureza humana. Enquanto uma toma o indivíduo e suas relações contratuais por único componente social, a outra (tanto em sua vertente comunista quanto na fascista; a diferença é apenas na condução da economia) faz deste contrato uma ampla união impessoal de todos os cidadãos. Ambas, todavia, criam suas sociedades distópicas preterindo a família, as amizades e todas as demais formas de sociedade real que, por sua vez, unem-se em sociedades cuja extensão é sempre inversamente proporcional à intensidade. A falsa escolha apresentada pela modernidade, destarte, resume-se a escolher ser um átomo que se liga (e desliga) contratualmente, ou um parafuso num gigantesco mecanismo igualmente impessoal. Ausentes estão as relações familiares, que são o que realmente importa, o que ocupa páginas e mais páginas da Sagrada Escritura — abri-a ao acaso, e encontrei “Então aproximaram-se as filhas de Salfaad, filho de Hefer, filho de Galaad, filho de Maquir, filho de Manassés, que foi filho de José; seus nomes eram Maala, e Noa, e Hegla, e Tersa.” (Núm 27,1)

No âmbito eclesial e teológico, este mesmo erro ocorre no modernismo, que perde de vista a Igreja, que é — pela filiação divina que recebemos no Batismo, pela Mãe que nos foi dada pelo próprio Deus e pela ordem hierárquica nela querida por Deus — a família divina. A Igreja, sabemo-lo todos, é a Comunhão dos Santos; e esta Comunhão acontece como família. Somos todos irmãos em Cristo pelo batismo, e isso nos insere numa hierarquia que é perfeitamente familiar.

Isto os modernistas são incapazes de perceber; as duas vertentes da modernidade diferem apenas acidentalmente em sua ação intraeclesial, estando perfeitamente unidas, todavia, no que as faz afastar-se da própria Verdade, que substituem por um construto ideológico. Ambas, exatamente como na política negam a família, na prática e nas inúmeras teologias heréticas que constroem, negam a Igreja. O modernismo, como apontou S. Pio X, é protéico: quando achamos que ele está aqui é lá que o encontramos, e seu erro parece não ter coerência interna. Isto é assim porque a base do modernismo é a negação da realidade, que faz com que quem busque entendê-lo em referência a esta sempre tenha problemas. Cada construção mental modernista é um castelo de cartas erguido no ar, apoiando-se meramente nele mesmo, e tende a afastar-se mais e mais tanto da realidade quanto dos demais castelos erguidos por outros modernistas. Assim, só é possível identificar perfeitamente um tipo de modernismo quando o examinamos como sistema fechado, sem fazer das suas diferenças em relação à realidade critério de identificação.

O modernismo de esquerda — o coletivista — é o que mais facilmente identificamos como modernismo, por ser a forma mais antiga dessa heresia. Isto ocorre porque o pensamento filosófico moderno do tipo coletivista surgiu como deturpação imanentizante da doutrina católica, enquanto o pensamento filosófico moderno do tipo individualista é uma imanentização do protestantismo. Assim, no ambiente eclesial o modernismo de esquerda é cronologicamente anterior ao de direita. Ambos são, contudo, na verdade o mesmo erro, com roupagens diferentes.

O modernismo de direita, por sua vez, surgiu com força apenas no final do século passado, predominantemente nas releituras ocorridas em meios culturalmente protestantes do movimento de preservação da tradição litúrgica encabeçado na Europa por D. Lefebvre e no Brasil por D. Castro Mayer. Uma sua forma mitigada também existe como “braço religioso” da extrema-direita pós-fascista européia, mas como esta forma tem muito pouca representatividade numérica e intelectual, não vale a pena examiná-la neste espaço. A forma mais pura do modernismo de direita, hoje, tem como expoente principal o bispo acéfalo Willianson, expulso em 2012 da Fraternidade sacerdotal fundada por D. Lefebvre. Nesta fraternidade há ainda forte presença modernista, bem como em algumas de suas derivações diretas ou indiretas. No Brasil, liga-se diretamente a Williamson um mosteiro de regra beneditina sem ereção canônica na diocese de Nova Friburgo.

O grosso da presença modernista de direita, todavia, é virtual. O modernismo de direita é numericamente composto, principalmente, dos “tradicionalistas de internet”, aos quais prestam serviço de fornecedor de sacramentos alguns grupos irregulares, entre eles a Fraternidade lefebvrista, que está em vias de regularização pela Santa Sé.

Todos os tipos de modernismo têm sérios problemas em perceber qual seja o papel do sacerdote, justamente por o sacerdote ser para a comunidade paroquial como que um pai (“padre”, em português arcaico). Na sua negação das relações naturais de modelo familiar, os modernistas de esquerda tendem a identificar o padre como uma espécie de “representante do povo”, no modelo de um vereador ou sindicalista, enquanto os de direita tendem a percebê-lo como fornecedor autônomo ou semi-autônomo de um “serviço” sacramental: para ambos, o tríplice múnus de santificar, ensinar e governar inexiste. A homilia do sacerdote, por exemplo, para todo modernista, é simplesmente um discurso que é apresentado à sua crítica, e ele será tanto mais “participativo” (ou mesmo “santo”) quanto mais ele criticar o que ouviu. Isto ocorre porque no modernismo a realidade deve sempre buscar a conformidade a um ideal ideológico na verdade inatingível, o que faz com que seja tido por obra de caridade apontar erros, ao invés de corrigir o errado.

Explico: a teologia moral católica ensina que é obra de caridade corrigir o errado. Isto significa tomar pelas mãos o irmão e conduzi-lo ao reto caminho. O que importa é que ele vá para o caminho correto, o que faz com que em alguns casos isso seja melhor feito por uma admoestação vigorosa, em outros por palavras de auxílio e compreensão, em outro por uma explicação racional, etc. O que não se pode fazer é abandoná-lo no erro, de que ele é prisioneiro. O que importa é o irmão, e nosso dever de caridade é trazê-lo para a casa do Pai.

Já para o modernista, de esquerda como de direita, o irmão não só não importa, como na verdade não existe. O que há, o que importa, é a ideologia (coletivista no caso dos modernistas de esquerda e individualista no caso dos modernistas de direita) e sua aplicação à realidade. Assim, não existe nem pode existir nem troca de idéias nem correção fraterna evangélica, que pressupõem a percepção do outro e a ida a seu encontro. O que existe, a única forma de “bem” que é reconhecido pelo modernista, é a adequação de algo à ideologia. Assim, o que é dito por alguém — qualquer alguém — existe apenas para ser confrontado com a ideologia, sendo importante na verdade apenas aquilo em que o que foi dito desta difere. Destarte, ao ouvir uma homilia um modernista não pensa em aprender com ela; ele procura apenas, e procura com afinco, achando em seu erro estar agindo meritoriamente, “imperfeições”: razões para condená-la no todo ou parcialmente. Quem a tenha pronunciado em geral é jogado fora junto com ela, ou com seus supostos erros, em sacrifício à perfeição ideológica irrealizável.

Cumpre observar como esta estranha relação que têm os modernistas com o discurso faz com que sejam também normalmente incapazes de percebê-lo em sua integridade, sempre efetuando mentalmente uma estranha espécie de fatoração que visa identificar apenas as discordâncias do discurso com a ideologia que sigam (de esquerda ou de direita). Assim, um documento escrito, por exemplo, será percebido como composto por frases soltas, sem qualquer contexto, a serem individualmente medidas em sua adequação ideológica. Inevitavelmente, o que foi dito será percebido como deixando a desejar, como não condenando fortemente o bastante o erro nem afirmando com a devida veemência o que seria certo. Daí os modernistas de esquerda, por exemplo, apelarem sempre ao “Espírito do Concílio” Vaticano II, como forma de negar valor aos textos conciliares, e os modernistas de direita simplesmente os negarem abertamente, mesmo afirmando inspirar-se em Bispos que os assinaram todos. Para o modernista o discurso é sempre falho, por não se conformar ao discurso ideal, e a santidade é a busca desta adequação.

Assim, o modernismo acaba sempre por transformar-se numa espécie de “religião virtual”, de “religião do discurso”, em que o que importa jamais é a santificação real da pessoa, mas a perfeita adequação discursiva, mormente na veemência da condenação do “erro”. O modernista de esquerda “condena a exploração”, e com isso se percebe como santo; o de direita faz exatamente a mesma coisa com o que percebe como “heresia”, ou mesmo “ambiguidade”, com o mesmo resultado.

Esta preponderância da ideologia sobre a realidade e do discurso sobre a santificação tem também efeitos tremendamente deletérios na eclesiologia dos modernismos. Enquanto a vertente coletivista tende a confundir todas as instâncias hierárquicas, batendo num liquidificador delirante os graus do Sacramento da Ordem e as funções ministeriais ordinários e extraordinárias, a individualista cria a mesma confusão com o processo oposto, separando o Sacramento da jurisdição e tornando-os completamente independentes, estimulando a autocefalia de fato ou de (pseudo-) direito e, em última instância, reduzindo o clero à condição de prestador de serviço contratado, como os rabinos de sinagogas reformistas. Ambas as vertentes, assim, têm enormes dificuldades em lidar com a hierarquia da Igreja de direito e de fato, tendendo sempre à desobediência aberta ou fantasiada. Basta, neste sentido, observar como ambas tendem a cair nos erros de Pistóia condenados por Pio VI na Auctorem Fidei (DS 2611 e 2647), demandando um suposto direito de examinar as declarações da Santa Sé para “averiguar sua ortodoxia”, aceitando-as apenas se gostarem delas, e negando a eficácia sobrenatural da excomunhão de seus líderes.

O mesmo desmanche da estrutura familiar da Igreja opera igualmente em ambas as vertentes, com efeitos também similares. Os modernistas de esquerda e de direita negam ao Vigário de Cristo seus direitos e privilégios, reduzindo-o a menos que o “primus inter pares” dos cismáticos orientais. Para ambos, o Papa é mera fonte de frases soltas ou gestos, e de nada interessa qual seja a sua vontade quanto ela não parecer confirmar a ideologia de seu “juiz”. Este minimalismo papal opera de maneira curiosa em ambas as vertentes. No meio modernista de esquerda, o Papa é percebido, como aliás todo o clero, como “representante do povo”. No modernismo de direita, ele é percebido como representante de outros Papas. Nenhum dos lados consegue vê-lo como o que ele é: o Vigário não do “Espírito do Concílio” expressado por Fulano ou Beltrano ou de Papas anteriores interpretados por Sicrano, mas do próprio Cristo; o Papa é, pela graça de Deus, o cabeça visível desta família divina que é a Igreja. Nenhum modernista está interessado no seu magistério ou nas suas propostas pastorais, que só têm valor na estrita medida em que se adéquam exatamente à linha ideológica daquela corrente modernista particular, expressa fantasiosamente à esquerda como “Espírito do Concílio” e à direita como “Magistério de sempre”. Evidentemente, nem preciso apontar que ambas as fantasias ideológicas não correspondem em nada a realidade, pregando, também ambas, a desobediência à estrutura hierárquica da Igreja e sua substituição por modelos completamente impessoais que, em última instância, fazem com que haja alguns pontos de importância absoluta (à esquerda, a destinação universal dos bens; à direita, a forma clássica da liturgia) a brilhar em uma vastidão doutrinariamente vazia.

Como, ainda por cima, é extremamente comum que — ao menos no meio do grosso do laicato modernista — suas informações sobre o Sumo Pontífice venham apenas da imprensa leiga, a tendência é condenar ou aprovar tudo o que o Papa faz ou diz se ele for percebido pela imprensa como, respectivamente, oposto ou próximo de sua vertente ideológica. Desta forma, os modernistas de direita tendem a endeusar Bento XVI e odiar o Papa Francisco, mudando-se apenas o sinal entre os de esquerda, sem que ninguém perceba que nem Bento nem Francisco estão de acordo com seus delírios.

Aliás, é curioso notar como ambas as vertentes têm uma relação no mínimo peculiar com as penalidades canônicas. Reza a lei (CIC, Cân. 1312) que as sanções penais na Igreja são medicinais ou expiatórias. Para os modernistas, no entanto, elas são dotadas de enormes poderes quando aplicadas em desfavor de “inimigos” ideológicos e completamente irrelevantes quando aplicadas a quem partilha a mesma ideologia. Assim, só para ficar no Brasil, é comum que quem encha a boca para apontar a excomunhão de “Padre Beto” (Roberto Francisco Daniel, sacerdote de Bauru) considere irrelevante e inválida a de “Dom” Willianson, e vice-versa. Quando aplicada ao outro, a excomunhão teria um poder mágico de “consertar a situação”. É comum que modernistas de ambas as vertentes reclamem do que percebem como excessiva leniência da Santa Sé para com os que não se encaixam na sua ideologia. Aparentemente, para eles, uma saraivada de excomunhões acabaria com todos os problemas da Igreja, sem que sequer se olhem no espelho e percebam o pouquíssimo efeito que tiveram sobre seu próprio campo as excomunhões a ele aplicadas.

Isto ocorre porque ambas as vertentes do modernismo têm em comum uma absoluta incapacidade de perceber as pessoas, que os impede de agir de modo pastoralmente eficaz. O modernismo de esquerda usa as pessoas como massa de manobra multitudinária na luta de classes, incentivando os pobres a conflitos abertos contra os poderosos que, claro, nunca têm aqueles como vencedores. O modernismo de direita preocupa-se com o comprimento e rigidez do tecido da saia das moças, sem perceber seus anseios e frustrações reais. Ambos, na verdade, ignoram as pessoas para ater-se a ideologias, às quais tentam adequar as pessoas, ao menos acidentalmente (afinal, a essência lhes é invisível). Assim, a excomunhão lhes parece “solucionar tudo” por não perceberem nem a catolicidade da Igreja, a quem todos são chamados, nem o objetivo precípuo de todas as penas canônicas, que é trazer de volta quem erra. O excomungado “já foi tarde”, e a Igreja “livrou-se de uma praga”; imagine, um rico/comunista/opressor/gayzista “infiltrado entre nós”! Que bom que ele se foi!

Chegamos aqui, finalmente, ao ponto crucial desta tentativa de definição das várias e multiformes vertentes da “síntese de todas as heresias”, que é o modernismo. O que é, afinal, o modernismo?

Trata-se do mais velho inimigo doutrinal da Igreja, a gnose. A gnose tem dois aspectos principais, em todas as suas inúmeras formas: o primeiro é a sua composição como “sociedade de eleitos” forçosamente menor que a Igreja, dentro da qual, em modelo maçônico (na verdade é a maçonaria que é uma forma tardia da gnose), há outro grupo mais secreto ao qual o primeiro não tem acesso, etc. A ideia é rarefazer, rarefazer cada vez mais, até que se chegue a um núcleo minúsculo de “perfeitos”. Daí a alegria com a excomunhão dos que percebem como não se encaixando em sua heresia.

O segundo aspecto notável da gnose é sua tendência a dividir-se, como ela divide a própria “realidade”, nas estranhas versões desta que produz, em dois campos opostos e antagônicos, um de “espírito” e outro de “matéria”. Todas as formas da gnose sempre produziram esta divisão interna, que hoje vemos novamente presente nas vertentes do modernismo. Um lado se pretende “celestial” e o outro “telúrico”; um lado prega uma castidade heróica, e o outro se entrega à luxúria; um lado só vê o indivíduo, e o outro só vê a massa amorfa.

Vale perceber que, como fenômenos complementares da mesma gnose, eles tendem a ocorrer sistematicamente dentro de cada subgrupo. Assim, por exemplo, no modernismo de esquerda a liturgia “das massas” é repleta de ruído, com palhaços, megafones, duplas sertanejas, pés de pato e o que mais se inventar para dar “relevância” àquilo aos olhos (por definição burros e incompetentes) das massas. Já os mesmos “iluminados” que organizam aquela liturgia tenderão a um exagero oposto, minimalista ao extremo, na liturgia que venham a celebrar entre eles apenas (conventual, por exemplo), e isso se celebrarem alguma. Tertium non datur. No modernismo de direita, é comum que se alterne a “modéstia” extremada, em que as moças vestem verdadeiras armaduras de pano grosso, com a depravação mais hiperbólica e imaginosa em alguns ambientes reservados, ou que um legalismo rubricista extremo na liturgia seja sempre contraposto a uma extrema flexibilidade na interpretação dos aspectos da Sã Doutrina que não se coadunam à ideologia dominante no grupo.

Como toda forma de gnose, finalmente, os modernismos apresentam forte tendência pelagiana, já muitas vezes apontada pelo Sumo Pontífice o Papa Francisco. A salvação — ou seus sucedâneos –, para os modernistas, depende das ações humanas. Elas ganham um poder extraordinário, fazendo com que a graça divina seja limitada e atualizada exclusivamente pela ação humana, ao invés de empregá-la como conduto, com prega a boa doutrina. Não é Deus que age pelo homem, mas o homem que “traz” Deus, que de uma certa forma “faz” Deus. Assim, para o modernista de direita, por exemplo, a forma litúrgica que prefere e que obtém de um “fornecedor de sacramentos” (ou, na falta dele, assiste no Youtube ao invés de cumprir o preceito) passa a ser a única “verdadeira”: para ele Deus está contido pela ideologia, e é incapaz de agir fora dela. A ideologia, na verdade, é o próprio deus, e distanciar-se dela tudo invalida, numa espécie de donatismo pós-moderno. Destarte, a Missa na forma ordinária seria a priori inválida, por exemplo, bem como as ordenações sacerdotais e episcopais, etc. O próprio Papa provavelmente seria um antipapa; afinal, na medida em que se São Roberto Belarmino aventou a possibilidade de um papa herético e este seria “ambíguo”, uma coisa já teria virado a outra e a Sé estaria vacante, quase vacante ou materialmente vacante.

No modernismo de esquerda, este pelagianismo tende a provocar uma espécie de “ativismo”, condenado pela Santa Sé sob o nome de Americanismo, que ataca os votos religiosos e a vida contemplativa e minimiza a importância da Doutrina e da direção espiritual.