São Benedito José Labre

São Benedito Labre, pintado por Cavalucci
Este texto foi uma encomenda do Sérgio de Souza, do excelente blogue O Camponês.

São Benedito José Labre é um santo raro, um santo diferente. Diferente não só dos outros santos — ou, melhor, tendo tomado um caminho de santidade diverso dos mais usuais — ele pode, até, ser dito diferente do que se espera encontrar quando se vê um santo. Não foi, enquanto literalmente caminhava por este mundo, uma figura que chamasse a atenção. Ao contrário: era, aos olhos de quem o via passar, apenas mais um andarilho na beira da estrada. Não foi rei, não foi pai, não foi padre, não foi estudioso — ainda que ninguém pudesse negar-lhe o título de sábio, sapientíssimo, mesmo, segundo aquela sabedoria de Deus, tão diversa da falsa sabedoria do mundo, que São Paulo nos Coríntios nos insta a buscar.
Uma curiosidade me alegrou o coração de seu devoto: quando da eleição do Papa Bento XVI — batizado José Ratzinger –, o Santo Padre escolheu o nome Benedictus, fazendo-se, assim, não só José, mas Benedito e José, como o bom Santo de que ora escrevo, em cujo dia (16 de abril) nasceu o bom Papa emérito. É claro que todos, especialmente a imprensa especializada, sempre buscando razões políticas para cada gesto de cada Papa, preferiu ver na escolha do nome papal não uma lembrança amantíssima e carinhosa daquele Benedito José em cuja homenagem, na mais provável das hipóteses, Bento XVI ganhou seu nome de batismo, mas sim remissão a outros Papas do mesmo nome, a São Bento, a São Benedito, o que seja. Para mim, no fundo do meu coração, eu sei que uma luzinha se iluminou, e, ao brilho dela, eu vi a face calma de São Benedito José Labre, peregrino e andarilho, a guiar os passos do Papa Bento.
No meu trabalho de perito, de que me privaram as circunstâncias do destino na irônica forma de um acidente de trânsito, lidei muito com andarilhos. Andarilhos são vítimas frequentes, e raras são as vezes em que ao rodar algumas centenas, ou mesmo milhares de quilômetros de estradas, o viajante não os ultrapasse, sempre sozinhos, sempre enfileirando um passo depois do outro, sempre levados sabe Deus por que desejo de ir além, de buscar algo que está além do horizonte.
Para São Benedito Labre, o que estava além do horizonte era o próprio Deus.
Nascido em 1748, filho mais velho dentre os quinze de uma família de classe média francesa, desde cedo ele se crera vocacionado à vida religiosa. Estudou primeiro na escolinha da paróquia, e aos doze anos mudou-se para a casa de um tio padre, que por seis anos o instruiu em latim e demais disciplinas necessárias para abraçar a vida sacerdotal para a qual se acreditava vocacionado. Vocação fugidia, a dele, contudo! Aos dezesseis tentou fazer-se trapista, sem sucesso. O rigor da Trapa o atraía, o fazia crer que lá ele encontraria o estado de perfeição cristã que buscava, mas ainda não era lá que ele deveria ficar: seus pais não permitiram que ele o fizesse, e em respeito ao Quarto Mandamento (o mais difícil de cumprir!), manteve-se ele a estudar e auxiliar seu tio. Além de padre, seu tio foi forçado pelas circunstâncias a assumir deveres de médico e enfermeiro quando horrenda praga assolou a região, e Benedito José estava sempre ao seu lado, cuidando dos doentes, ajudando o tio em tudo o que podia, virando dias e noites em que à oração unia-se o trabalho, e deste vinha novamente a oração em gestos e palavras. Além do trabalho de auxiliar do tio, o jovem santo percebeu que os animais sofriam com a ausência dos donos doentes e mortos e dedicou-se também a cuidar deles, rodando de sítio em sítio e fazenda em fazenda a tratar do gado e demais animais.
A peste, finalmente, após tanto tentar, infectou seu tio; o jovem Benedito continuou a tratar dele e dos demais doentes, até o fim da epidemia. Perdeu assim ele o tio, falecido em odor de santidade, fortificando-se destarte na fé e no desejo de servir a Deus no próximo.
Parecia-lhe ainda ser sua vocação a vida religiosa; ao voltar para casa, pediu novamente aos pais autorização para unir-se aos trapistas. Preocupados com o extremo rigor da vida religiosa na Trapa, propuseram-lhe, auxiliados por um seu outro tio, Pe. Vicente, que se fizesse cartuxo, não trapista. O jovem Benedito pediu então admissão ao superior da Cartuxa, relativamente próxima, de Val-Sainte-Aldegonde. Os superiores não o aceitaram, mas o dirigiram a outra Cartuxa, em Neuville. Lá os superiores disseram-lhe que por ser ainda muito jovem seria mais conveniente aprender primeiro canto gregoriano e lógica, o que faria melhor na casa de seus pais. Benedito continuou tentando ser admitido à vida religiosa, e acabou sendo aceito pelos cisterciences de Sept-Fonts em novembro de 1769. A comunidade deleitou-se com o novo postulante, mas sua saúde o impediu de continuar, o que levou seus superiores a perceber que não era lá que estava sua vocação.
Enquanto convalescia, ele firmara o propósito de ir a Roma, como conta na última carta que enviou a seus pais. Vestido ainda com os restos do que fora um dia um hábito trapista, carregando consigo apenas dois terços e três livros (o Novo Testamento, o Breviário Romano e a Imitação de Cristo!, precisamente os livros que eu mesmo teria escolhido na mesma situação), partiu o santo a pé, queimando de uma febre que só passaria no quarto dia de viagem, em busca, ainda, do que julgava ser uma vocação religiosa. Aos pais ele explicara na carta que julgava poder ser admitido como postulante nalgum convento italiano de estrita observância.
Desta peregrinação a Roma vieram outras, e outras, e ele acabou por perceber que não estava nos conventos, mas nas estradas, o seu caminho real. Passou então a dedicar-se à romaria permanente, andando de santuário em santuário, num estilo de vida radicalmente contrário aos orgulhos de seu tempo, em que a arrogância das “Luzes”, que em breve conduziriam ao morticínio revolucionário em seu país, tratavam toda forma de espiritualidade prática como coisa de primitivos.
Para horror ainda maior dos iluministas, um dos lugares que mais visitou o jovem andarilho foi Paray-le-Monial, onde pela revelação feita a Santa Margarida-Maria Alacoque surgira a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, verdadeira vacina contra a mentalidade moderna. Outros lugares aonde rumava regularmente o romeiro eram a Santa Casa de Loreto, miraculosamente levada pelos anjos de Nazaré para a Itália, com uma breve escala na Albânia, a Assis do grande São Francisco, Santiago de Compostela, na Espanha, e outros santuários clássicos onde a Fé verdadeira do povo persiste em brilhar como um farol nas trevas disfarçadas de “Luzes”, que se adensavam cada vez mais sobre a Europa e o mundo.
Numa de suas passagens por Paray, ele foi acolhido pelo jovem casal Matthieu Vianney e Marie Baluze; alguns anos depois, na mesma casa, nasceu-lhes um filho, que hoje conhecemos e veneramos sob o nome de Santo Cura D’Ars.
Nas suas caminhadas, ele vivia, como se pode imaginar, apenas de esmolas. E não aceitava mais que o imediatamente necessário, para não guardar nada. Dava imediatamente a outros pobres quaisquer coisas que lhe dessem, e pedia encarecidamente que para ele ficassem apenas restos. Ao pedir comida nalguma casa, pedia a comida que sobrara nos pratos e seria jogada fora, não a que sobrara nas panelas.
Certa feita, passando pela rua diante de uma cadeia, ele viu as mãos dos presos que se projetavam por entre as grades, pedindo esmolas; a cidade, que os mantinha presos, não os alimentava, e eles dependiam de doações de pessoas tementes a Deus para que comessem. Colocou-se o santo então ao lado da janela do cárcere e pôs-se a cantar a Ladainha de Nossa Senhora, com tamanha compunção e devoção que aos poucos foi atraindo a cidade inteira para junto de si. Todos davam algo, e todos os prisioneiros puderam ser alimentados pela generosidade que a beleza de seu cantar das glórias da Santíssima Virgem Maria despertara no coração dos concidadãos daqueles infelizes.
Outra vez, ainda, estava ele em oração diante do Santíssimo Sacramento, numa igreja da beira de um caminho que fazia. O pároco, vendo aquela figura sujíssima, vestida de trapos, percebeu que a posição em que estava era estranha. Temendo que fosse algum louco com maus desígnios, interpelou-o, e mandou-lhe que levantasse a túnica para que se pudesse ver o que estava fazendo. Obediente na humildade como só um grande santo sabe ser, São Benedito levantou a túnica, deixando com que o desconfiado padre percebesse que ele estava na verdade equilibrando-se no meio da canela, sem tocar nem os pés nem os joelhos no solo ou no genuflexório, por estarem seus joelhos tomados de tumores nauseabundos e extremamente dolorosos, de que, por penitência, nem cogitaria em queixar-se.
Esta vida de andarilho fez com que percorresses distâncias quase inimagináveis a pé. Segundo os testemunhos colhidos no seu processo de canonização, pôde ser comprovada a sua presença em lugares e datas que comprovam ter ele caminhado pelo menos trinta mil quilômetros, três quartos da circunferência do planeta Terra na linha do Equador. É extremamente provável que tenha caminhado mais, muito mais, pois isto é apenas o que se pôde comprovar com testemunhas entrevistadas pela Santa Sé, e o santo em caminhada não era exatamente figura que chamasse muito a atenção.
Seus últimos anos passou ele em Roma, pedindo esmolas na porta da Igreja de Santa Maria, dei Monti, onde hoje descansa seu corpo à espera da ressurreição, fazendo ainda peregrinações anuais a Loreto e a outros pontos de romaria. Vale, aliás, notar a beleza desta sua devoção: aquele que deixara a casa dos pais sem, todavia, unir-se em matrimônio ou assumir votos religiosos num convento, aquele que vivia na rua, na estrada, nas calçadas, visitava devotamente ao menos uma vez por ano a casa que fora o lar da Sagrada Família. Lá ele encontrava verdadeira figura do Lar eterno que o esperava no Céu.
Conhecemos seu rosto porque uma vez, estando o santo em êxtase diante de uma imagem da Santíssima Virgem Maria, o pintor Antonio Cavallucci pintou-lhe o retrato com que ilustrei este texto, que hoje pode ser apreciado na Galleria Nazionale d’Arte Antica de Roma. Além disso, há também esta máscara mortuária, feita no dia seguinte ao seu falecimento:

Máscara mortuária de S. Benedito Labre

O fim da vida terrestre de São Benedito foi súbito e inesperado: na quarta-feira da Semana Santa de 1783, ele desmaiou imediatamente fora da igreja de Santa Maria, após ouvir Missa. Um açougueiro vizinho, chamado Francesco Zaccarelli, levou-o para sua própria casa e chamou um sacerdote, que pôde dar-lhe a Extrema Unção. Faleceu o santo às oito da noite do dia 16 de abril, em que até hoje a Igreja celebra sua memória e o venera. Parte da casa de Zaccarelli foi transformada em capela, marcando o lugar de onde o grande São Benedito José Labre partiu para sua recompensa; lá ficam expostas à veneração dos fiéis as pouquíssimas relíquias que deixou, e uma pintura da Santíssima Virgem indica o lugar onde ele exalou seu último suspiro, aos trinta e cinco anos de idade.
Sua santidade tornara-se tão evidente aos moradores da Roma de então, que a comoção popular quando de seu falecimento foi gigantesca ao ponto de forçar a Santa Sé a enviar batalhões de polícia de choque para conter o povo e permitir seu sepultamento, que só ocorreu pela Páscoa, após quatro dias de velório na própria igreja onde pedia esmolas. O cadáver não apresentava qualquer sinal de putrefação quando da inumação.
O processo de canonização foi iniciado quase que de imediato, tamanho o interesse do povo romano, que conhecia e amava aquele francesinho pobre que chegara a pé, levado apenas pelo amor a Deus, e ali, entre eles, permanecera a amar a Deus. Ao chegar ao Céu, não perdeu tempo: em poucos meses, foram coligidos relatos de centenas de milagres realizados por sua intercessão. O padre que fora seu confessor escreveu-lhe uma biografia e quase cem anos depois, em 1881, o Papa Leão XIII o canonizou.
Esta é a história da vida deste santo, a quem tanto amo. Sua imagem (reprodução da pintada por Cavallucci) me olha da parede do meu escritório, sinalizando o que ele já fazia do céu e do meu coração. Mas o que é que ele tem de tão especial para mim? É um andarilho, é alguém que acreditava ter uma vocação e tinha outra, é alguém que persistiu apesar das dificuldades, não por força própria, mas pela graça de Deus. É tudo isso, e é ao mesmo tempo muitíssimo mais.
Para mim, São Benedito Labre é perfeita figura do meu caminho e, por que não?, do caminho de muitos dentre nós neste mundo moderno que no seu tempo começava a aparecer. Já dizia Santo Agostinho: “tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova!”; São Benedito a encontrou nos lugares em que ela sempre esteve: na família, na Igreja, na Tradição católica, na peregrinação, na romaria… Não demorou, como Santo Agostinho — outro santo de minha devoção, pela semelhança de vida e de interesses, por eu ter nascido no dia de sua festa, entre outras razões — a encontrá-la: ela já estava lá, como para todos nós, brasileiros, de certa forma já está na nossa cultura a Tradição e a Fé. Eu, jovem, frequentemente me via quase que compelido a entrar nesta ou naquela igreja antiga do Centro do Rio de Janeiro, numa perpétua penumbra, em que a presença de Deus era tão viva, em que o próprio Senhor parecia estar a me esperar. Vejo em São Benedito Labre, nas suas romarias permanentes, um pouco desta busca, desta sensação de que Deus está logo ali, atrás daquela coluna, além daquela colina.
Ao mesmo tempo, a busca da vocação: ele teve, desde cedo, um chamado fortíssimo, mas não sabia a que era chamado. Sabia apenas que, como com o profeta Samuel, o seu nome era chamado por Deus para Seu serviço. Pensou em encaixar-se na vida excelente da Trapa, da Cartuxa ou de outra congregação, sem conseguir perceber claramente no seu pressuroso afã de agradar a Deus, que não era numa cela fechada, mas na vastíssima cela a céu aberto que é o mundo, que ele encontraria o seu descanso. Descansaria caminhando, rezaria com as estrelas como companhia. Para mim, que passei também por um difícil discernimento vocacional, em que sempre me pareceu evidente que Deus me chamava a servi-l’O, mas ao mesmo tempo me era dificílimo discernir onde e como deveria ser este serviço — padre ou leigo, casado ou celibatário?! –, as idas e vindas de São Benedito me são familiares. Até mesmo a descoberta do seu verdadeiro caminho nas frestas deixadas pelas circunstâncias — ele deixando os cisterciences por problemas de saúde, eu deixando meu postulantado por circunstâncias familiares — me são familiares.
Do mesmo modo, sempre tive o hábito da caminhada; quando jovem, viajei muito a pé, andando dias ou semanas a fio, com uma mochila nas costas, por pura diversão ou por devoção. Fiz peregrinações, aqui e em outras terras, e conheço bem a sensação de colocar uma perna cansada diante da outra, ritmando o passo e a oração do Santo Terço, esperando apenas a hora em que, perto do pôr do sol, a luz seja ainda suficiente para rezar Vésperas antes de se recolher ao sono. Hoje não ando mais, a não ser que se possa contar como tal minha finita capacidade de suportar a dor que me causa percorrer alguns poucos metros apoiado numa muleta. Mas ele também, por tudo o que é humano e natural, tampouco poderia andar: o pároco que o fez levantar a beira do manto o comprovou. E ele andava. É por isso que, na minha teimosia de mula, eu lhe peço inúmeras vezes que me ajude: a cada dia, a jaculatória improvisada “São Benedito Labre, me ajuda a parar de viadagens!” sai-me dos lábios sem querer, quando me vejo procurando o apoio de uma parede na hora de andar, como se a muleta não fosse bastante, só porque dói. Ora, também lhe doíam os joelhos ao bom Santo, provavelmente muito mais que os meus, e ele caminhava enormes distâncias. E ele me ajuda a parar de “viadagens”, me dá forças, me ajuda, me compreende. Quem sabe se ele não me levará, um dia, a caminhar de Notre-Dame de Paris a Santiago de Compostela, como ele mesmo fez tantas vezes, pé ante pé, passo após passo, com dor, mas “sem viadagens”?
A viagem, também, é algo que sempre fez parte da minha vida. Desde muito novo eu sempre me lancei a estrada, a princípio por gosto e depois por dever e devoção. Acabei trabalhando na estrada, percorrendo — motorizado — centenas ou milhares de quilômetros por dia, convivendo com a dura realidade dos andarilhos, caminhoneiros, habitantes das beiras-de-estrada do nosso país e demais figuras que, a seu modo, fariam também parte do elenco de apoio da vida de São Benedito. Não me é difícil perceber traços dele neste ou naquele andarilho, cujos corpos tantas vezes encomendei a Deus, nem imaginar a alegria que o possuiria ao galgar uma última colina e ver a torre de uma igreja que, sabia ele, apontava estar próximo do fim do percurso daquele dia. Posso dizer que, como ele, vivi grande parte da minha vida na estrada, este lugar que é e não é, por onde passamos mas que raramente percebemos, e é esta peregrinação, esta estrada real que serve como metáfora — e, porque não, como sacramento — da estrada da Salvação que serve de cenário à minha caminhada, à caminhada dele e à de tantos outros
Finalmente, faço ainda minhas as palavras belíssimas deste grande Santo, na oração que compôs certa feita e que tive o privilégio de traduzir ao português, como segue:
Oração dos Três Corações
(1771)
Deus meu:
Dai-me ter três corações num só, para Vos amar.
O primeiro só para Vós, puro e ardente como uma chama, mantendo-me sempre na Vossa Presença e levando-me a falar de Vós, agir para Vós, e, sobretudo, acolher pacientemente as provações pelas quais me será dado passar ao longo da vida.
O Segundo para o meu próximo, terno e fraterno, levando-me a saciar sua sede espiritual confiando-lhe a Vossa Palavra, testemunhando de Vós e rezando a Vós por ele. Que este coração seja bom para com os que se afastam de Vós, e mais ainda para com os que me rejeitem; que ele suba até Vós, implorando que os ilumineis e escapem do laço do caçador. Que ele seja, enfim, cheio de compaixão pelos que deixaram este mundo na esperança de Vos ver face a face.
O terceiro para mim mesmo, de bronze, rigoroso, levando-me a vencer as armadilhas da carne. Um coração que me proteja de qualquer amor-próprio, que me livre da teimosia, que me leve à abstinência e que me incite a combater o pecado, pois sei que quanto mais eu dominar as seduções da natureza, maior será a felicidade de que me cumulareis na Eternidade.

Rogai por nós, São Benedito José Labre!
Em Petrópolis, na festa de Santo Evaristo Papa,
Carlos Ramalhete
Desesperadamente necessitado das suas orações.