Pirâmide da Abundância de Peter H. Diamandis

Essa semana iniciei a leitura de um livro chamado “Abundância — O Futuro é melhor do que você imagina (Peter H. Diamandis e Steven Kotler)”, um livro que têm revirado (mais uma vez) a minha cabeça, mudando a minha maneira de pensar. Para melhor, claro.

Por estar diretamente ligado com negócios sociais, tenho lido bastante sobre o tema buscando estar sempre atualizado e poder ajudar ainda mais meus amigos empreendedores que me procuram sobre o assunto. Amigos que são verdadeiros agentes transformadores e querem mudar esse nosso mundo para melhor, ao invés de apenas “blá blá blá”.

Bem, gostaria de compartilhar com vocês um trecho desse livro, sobre a “Pirâmide da Abundância”, criada e descrito pelo Peter.

A pirâmide da abundância, de Peter, embora um pouco mais compacta que a de Maslow (hierarquia das necessidades), segue um esquema análogo, por razões semelhantes. Existem três níveis, o inferior correspondendo a comida, água, abrigo e outras preocupações de sobrevivência básicas. O do meio é dedicado aos catalisadores de mais crescimento, como energia abundante, oportunidades educacionais amplas e acesso a comunicação e informações globais, enquanto o nível mais alto está reservado à liberdade e saúde, dois pré-requisitos básicos que permitem ao indivíduo contribuir para a sociedade.

Não irei me aprofundar em cada nível desses, mas apenas mostrar alguns números de como essa pirâmide faz total sentido para a melhoria exponencial do mundo em que vivemos. irei abordar nesse post a ÁGUA no primeiro nível da pirâmide e o segundo nível composto por: Energia, Educação e TIC.

No primeiro nível, destacando principalmente a água. Hoje, mais de um bilhão de pessoas não tem acesso à água potável segura e 2,6 bilhões não têm acesso ao saneamento básico. Como Resultado, metade das hospitalizações no mundo resultam de pessoas que bebem água contaminada por agentes infecciosos, substâncias químicas tóxicas e riscos radiológicos. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas um desses agentes infecciosos — a bactéria que causa a diarreia — representa 4,1% da carga global de doenças, matando 1,8 milhão de crianças por ano.

Sei que muitas vezes “tentamos imaginar” esses cenários, eu me incluo, mas como relatado acima o problema é ainda mais grave.

Segundo nível. Nesse nível da pirâmide temos energia, educação e TIC. Porque esse trio específico de vantagens? Porque essas três coisas rendem dividendos duplos. No curto prazo, aumentam os padrões de vida. No longo prazo, abrem caminho para dois dos maiores criadores de abundância da história, segundo o autor: especialização e intercâmbio.

O quanto a energia é essencial e mudaria o estado de pobreza no mundo? Irei aqui focar em um dispositivo simples e básico: o fogão elétrico de duas bocas. 3,5 bilhões de pessoas cozinham e obtêm luz e calor queimando biomassa: madeira, esterco e resíduos agrícolas. De acordo com um relatório da OMS (2002), 36% das infecções respiratórias superiores agudas, 22% das doenças pulmonares obstrutivas crônicas e 1,5% de todos os cânceres são causados pela poluição do ar em ambientes fechados resultante dessa prática. Assim, um fogão elétrico alivia 4% da carga global de doenças.

Um relatório da ONU de 2007 constatou que 90% de toda remoção de madeira da África serve para obter energia. Imaginem o quanto de desmatamento seria evitado atualmente. Não seria uma melhoria radical apenas para Nigéria, o país mais populoso da África, mas para muitos outros lugares.

Outra mudança profunda seria a educação, especificamente ensinar a cada criança do planeta os fundamentos da alfabetização, da matemática, as habilidades da vida e o pensamento crítico. Isso também pode parecer uma oferta modesta, mas a maioria dos especialistas sente que esse quarteto de fundamentos no ensino básico é o alicerce do autoaperfeiçoamento, que é obviamente a espinha dorsal da abundância. Além disso, o autoaperfeiçoamento não significa o mesmo que no passado. Desde o advento da internet, esses fundamentos são os requisitos necessários para se entender uma parte significativa dos materiais online, fornecendo assim a base de acesso ao que é claramente a maior ferramenta de autoaperfeiçoamento da história.

Esta ênfase no crescimento e na responsabilidade pessoais é fundamental, porque estamos em meio a uma revolução da educação. Como têm dito repetidamente especialistas como Sir Ken Robison, salas de aula antiquadas são a menor de nossas preocupações. “Subitamente os diplomas não valem mais nada”, disse Robinson. “Quando era estudante, se você tinha um diploma, garantia um emprego. Se não tinha um emprego, era porque não queria”.

O problema é que existem muitos lugares no mundo sem qualquer infraestrutura educacional, muitas vezes os alunos precisam arriscar a própria vida para estudar. E nos lugares onde existe, ela depende de um sistema pedagógico totalmente ultrapassado. A maioria dos sistemas educacionais atuais se baseia na mesma hierarquia de aprendizado: matemática e ciências no topo, humanidades no meio, arte na base. A razão é que esses sistemas foram desenvolvidos no século 19, em meio à Revolução Industrial, quando essa hierarquia fornecia a melhor base para o sucesso. A situação não e mais a mesma. Numa cultura tecnológica em rápida mudança e numa economia cada vez mais baseada nas informações, ideias criativas são o recurso derradeiro. No entanto, nosso sistema educacional atual pouco faz para cultivar esse recurso.

Concluindo, o nosso papel no mundo atual não é coadjuvante, precisamos fazer a nossa parte. E assim como muitos amigos empreendedores sociais, precisamos criar soluções REAIS para os nossos problemas REAIS, rapidamente. Como um grande mestre me ensinou, Demian Borba, e não deixo de praticar diariamente, a empatia é um grande aliado para nos ajudar. Desculpem pelo longo texto, mas foi necessário.

Eu irei continuar fazendo a minha parte, e em breve novos desafios.
Forte abraço!!!!

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