Ela.

Acredito que somos um marco um na vida do outro. Um novo ponto, onde nos fazemos adultos e lidamos com situações muito mais delicadas que antes ao mesmo tempo que utilizamos uma pequena parte do tempo que temos para compartilhar os sentimentos, e a brisa boa que não cansamos de levar um ao outro. Em meio aos gigantes brancos, histórias loucas, chuvas e um empresário frustrado vivemos uma história de amor que jamais o Nicholas Sparks pensaria em contar.

“Por quê eu?”

Normalmente, costumo introduzir minhas escritas com a palavra prólogo ou alguma frase que faça algum sentido apenas entre nós dois — Como se fosse iniciar uma comunicação que só nós dois entendêssemos, a fim de que as coisas escritas aqui se permitam ter o sentido que as nossas mentes quisessem dar. Algo único, singular e que pode ser sentido dos dois pontos de vista e que costumo chamar de nosso. — não sei explicar melhor.

Fazem alguns meses que me sinto leve, que a tua presença pela manhã já muda os rumos do meu dia. Leveza que vem bem embaladinha no teu abraço apertado e nos olhares que vem do fundo desses teus, que são bem verdes em dias claros — Sou perdidamente apaixonado pelos teus olhos, ainda mais quando eles me dizem o que você pensa demais em me dizer, ou o que sente e como posso te ajudar.

Leva o casaco, não esquece a janela aberta, lembra de levar os documentos…

Esse cuidado simples me apaixona cada vez mais. São coisas triviais que fazem a diferença no meu bem-estar— Passei a cuidar mais das coisas com os teus alertas, para que não tenha o trabalho de ter que me avisar outra vez e outra vez e outra vez…

Segura a xícara assim, tá bem quente.

Gosto de dar atenção a você, o quanto dá atenção a mim. Sigo teus conselhos, viajo nos teus pensamentos sobre as mais variadas questões e inclusive pesquisamos juntos, da CLT ao Kamasutra. Gosto de cuidar de você, de estar com você ou de simplesmente respirar no mesmo metro quadrado, simplesmente por que me faz um bem enorme — Enorme.

Enorme adj.:Que vai além da norma, do normal; excessivo em extensão, em quantidade; muito grande: riqueza enorme.

Tomei de assalto esse que mora dentro do teu peito, cumpri as poucas coisas que te prometi e apenas senti o que exalava nas tuas palavras, naquele papel reluzente e enrolado com um lacinho. Um gesto inesquecível, que abriu as portas para que eu começasse a ver os efeitos que me causava nos fins de semana que passavam e me via sem você do meu lado e esperava a segunda pra voltar a te ter entre os meus braços e apertões, como carinhosamente costumo dizer.

Os meses passaram, não hesitei em te confortar quando as coisas iam mal, quando tudo parecia sem saída ou que alguma coisa acabaria te matando. Não fui omisso aos teus sentimentos, por que sempre quis te ver bem, sempre quis que estivesse rindo e falando de alguma música nova, algum livro que leu ou experiência que viveu.


Escrevi diversos discursos na minha mente para proferir quando você perguntava para mim se era você quem eu queria do meu lado, que não queria estar sozinha e que precisava de mim, mais do que nunca. Esses que eram a síntese da minha vontade louca de te arrastar por essa cidade enorme e encontrar coisas novas que pudéssemos fazer, além das aventuras em lugares um tanto quanto inusitados (alguém ri disso ainda?).

Eu elétrico, você calmaria (exceto em dias de extremo estresse). Fundimos essas duas coisas e transformamos em algo parecido com água e fogo — vapor, que já moveu o mundo através de engenhocas chamadas de trens.

Sem ser muito audacioso, quero compartilhar o meu melhor ao teu lado. Quero representar a ordem mas aos moldes da nossa desordem. Não quero hesitar enlouquecer junto de você, por que é justamente isso que eu quero. Sentir a força disso tudo para construir ideias, arrumar o que precisa ser consertado, desarrumar para arrumar de novo e assim ir até que fique bom para nós dois. Sentir, palavra chave de nós dois, desde que te vi pela primeira vez.