Parece que agora eu sei o que importa

O tempo acabou passando, conquistas foram surgindo e nada da minha manifestação. Eu tava guardando esse momento para essa segunda-feira, que pode ser considerado um marco na minha própria história.

Como somos sistemáticos. Mesmo de forma involuntária, sofremos e fazemos sofrer mas nunca refletimos sobre a situação para buscar soluções que não sejam o mártir, o desespero, o chorar por alguém na esperança que volte, mesmo com todos os seus erros e pretensões mirabolantes que fizeram com que essa pessoa se afastasse. É uma linha tênue – representada por uma série de mistérios, estes que permeiam as nossas emoções e nos desestabilizam de uma maneira a desligar todos os nossos pensamentos para sermos fortes e nos encolhermos por aí, numa espécie de casulo mental. Há quem prefira fazer muita festa e fingir que está tudo ótimo, quando na verdade existem milhões de motivos para se trancar em casa e passar a madrugada assistindo Netflix. Essas duas formas não são maneiras de enfrentar esse problema – e é aí que entra a minha “descoberta”.

Não vale mais a pena ser totalmente sincero, não vale mais a pena ser submisso as vontades que você tem ou teve sobre a minha pessoa. Não falo de respeito, esse eu sempre vou ter acima de qualquer coisa. Falo do modo de agir, de forma tardia eu percebi o quanto era ruim carregar o peso da mala dos outros, quando eu deveria estar me resolvendo. Lógico que é mais cômodo pra você, visto que largar esse peso em minhas costas iria aliviar um pouco os problemas decorrentes de uma vida bagunçada e regada a questões que não devem ser expostas aqui. Mas eu não sou mais um muro de lamentações. Assumo a minha própria postura, essa que pode acabar com absolutamente tudo, essa que pode derrubar amizades, amores, cores e tudo mais.

Os botões que nos desconectam estão ao alcance das tuas mãos, caso julgue necessário. Por que esse agora sou eu, e não mais um da fila dos cretinos.