Quanto se deve cobrar por um produto (bem e/ou serviço)?

Muito que estão começando questiona sobre os valores a serem cobrados pelo serviço prestado.
Nesta encruzilhada estão aqueles que começaram agora, aqueles que têm novas demandas, ou seja, muito tem duvidas, para isso, alguns se espelham em tabelas disponibilizadas, outros por exemplos da área, mas quando não se tem referência sobre o serviço por ser novidade?

Uma questão, a ser respondida com outras questões:

Quanto você acredita que o cliente está disposto a pagar? 
Por que ele pagaria o valor cobrado?
Quanto se cobra por serviços semelhantes?
O mais importante na realidade é saber quais são seus custos e despesas, pois a remuneração deve seguir os princípios básicos de que:
Deve ser possível executar o serviço pelo qual foi contratado;
Deve cobrir as despesas do contratado, deve ser exequível; ou seja, tem como ser paga pelo contratante,
Deve ser dentro da média do mercado, pois valores muito acima e muito abaixo, desvalorizam o executor.
A questão que fica é que se você cobrar mais barato apenas para pegar o cliente, será que vai cobrir suas despesas?
São muitas questões a serem respondidas, mas em resumo o mais importante é que quem executa o serviço deve ter em mente as suas despesas, pois o cliente sabe muito bem os valores do mercado, o quanto está disposto a pagar, cabe ao executor ter consciência sobre seus custos e despesas, pois de nada vai adiantar colocar valores surreais, muito abaixo ou muito acima do valor de mercado, pois o mercado tem sua própria dinâmica, a lei de oferta e procura, para coisas escassas maior valor, e assim por diante.

O valor a ser cobrado pelo executor do serviço deve seguir a um pequeno roteiro na precificação dele.

1. Tem que está dentro dá média do mercado;
2. Tem cobrir as despesas e custos dos materiais, usados direta ou indiretamente;
3. Tem cobrir eventuais despesas e custos futuros, tipo tempo até arranjar outros serviços;
4. Reposição, aquisição ou aluguel de equipamentos;
5. Despesas com atualizações
6. Outros.
Cada caso é único, por isso tabelas de outros são apenas instrumentos para se avaliar e balizar, cada caso é um caso, para isso o executor do serviço deve conhecer bem o mercado no qual está inserido, quais são seus custos e despesas.
O maior engano é acreditar que não se tem gastos, 
Mesmo que se more em casa própria, ou com os pais ou de favor, tudo tem custo e despesas, o software que se utiliza, os cursos que deve fazer para se reciclar, a visita ao cliente, a entrega do material pronto, a alimentação, a energia elétrica gasta, são apenas alguns dos exemplos. Cada um tem sua própria realidade.
Os passos a serem seguidos
O primeiro passo é quantificar os custos e despesas que estão envolvidos, as horas gastas na execução do trabalho, etc. Feito isso já é possível começar a ter uma base para as horas trabalhadas.
Uma vez quantificada as horas, é possível com base nos valores praticados pelo mercado se estabelecer um valor a ser cobrado pelo trabalho a ser executado. Uma coisa deve ficar claro que os custos de cada um, é exclusivo, e por isso não é conveniente comparar a outros profissionais.
O cliente visa minimizar os custos dele, por isso sempre se vai apelar pelo menor custo benefício, cabe ao profissional adequar às necessidades do cliente as suas necessidades, se for possível executar o serviço, ótimo, pois se for trabalhar nas condições do cliente, não irá cobrir seus custos e isso será uma catástrofe. O mesmo se dá ao se cobrar bem mais que o valor de mercado pelo fato do cliente ter condições de fazê-lo, isso é uma prática suicida, pois se descobre e se perde o cliente e futuros cliente.
Apesar de ser uma coisa obvia a prática de ética nos negócios só tem a trazer melhores condições e melhores valores a todos, não se pode querer que todos tenham ética, mas pelo menos a maioria pode procurar melhorar o mercado como um todo, pois todos ganham, Existem clientes de má índole como profissionais, se desejarmos um mercado mais valoroso devemos ter consciência de nossos valores ser justos conosco.

Como se quantifica despesas e custos

Não há formulas mágicas, para isso tem diversas formas, com papel e lápis, coloca-se tudo que for gastos (despesas e custos) soma-se e divide-se pela quantidade de horas que pretende se dedicar ao produto a ser feito, há formulas mais detalhadas, planilhas etc., cabe a cada um achar uma que mais se adeque a sua realidade, caso precise tenho uma planilha que pode ser arranjada conforme a necessidade de cada um, ou ainda mais se precisar noções sobre custo posso orientar.