Tônus | Faixa a faixa: Comida Amarga

Música é sobre final de relacionamento, momento decadente em 
que um continua amando, enquanto o outro só quer ir embora

Primeira música do álbum e também a primeira a ficar pronta, “Comida Amarga” saiu em uma jam durante um ensaio, ainda em 2017. João Victor tocou diferentes sequências harmônicas, gravamos umas dessas sequências e Salma começou a trabalhar em cima, com uma letra e uma melodia que surgiram rapidamente.

“Tinha um refrão muito potente, logo fechamos e focamos em ser um indie dançante simples, bumbo reto, baixo dançante, guitarras fazendo camadas e riffs simples e um refrão que trazia uma melodia libertadora. É possível, dançar, chorar e depois sair mais leve dessa experiência”, diz João, guitarrista e produtor.

O baixo, tão destacado, foi uma das duas músicas do disco gravadas com palheta (a outra é “Tônus”). “Queria um som mais médio-roncado-madeira”, diz Aderson. “Nos discos anteriores, ‘Carne Doce’ e ‘Princesa’, a única música que tinha gravado com palheta foi ‘Açaí’, no Rickenbacker do Tutinha, do Freak Studio”, conta.

Rejeição

“Se as pessoas ainda não captaram do que é que fala a música, bom, é sobre o final de relacionamento, aquele momento decadente e lamentável, em que um continua amando e tem esperança de que o relacionamento seja resgatado, enquanto o outro está desgastado, enfadado, só querendo ir embora”, diz Salma no vídeo.

“Eu já fui rejeitada várias vezes e conheço de perto esse sentimento dramático e meio ridículo”, revela. “Geralmente quando escrevo sobre a dor ou esse sentimentos avassaladores do amor, da possessividade, flui bem pra mim. Eu sou boa escrevendo sobre isso”, diz. (Texto por Macloys)