I don’t wanna miss a thing

Você chegou de repente, sem saber meu nome, mas parecendo tão íntimo. Agradeceu a um amigo por ter me aconselhado a terminar aquele relacionamento falido de antes e chegou na minha vida como quem dizia que era pra ficar. Fez questão de demonstrar isso e eu? Aaah, queria a liberdade, dar a louca, mostrar pro mundo meu lado “Natasha”.

Mas a vida é feita de encontros e desencontros e quem diria que até a playlist repetida de uma rádio agiria em favor a nós? Momentos únicos, muitos guardados a sete chaves, tão bons que não me atreveria a dividir com ninguém. Histórias de dores e de sorrisos que me fizeram crescer, me fizeram mulher.

A história que poderia ser um livro ou roteiro de cinema chegou ao fim, mas ninguém contou que o fim não era certo, não era fato. O que sabíamos é que não era justo. Tanto sabíamos disso que não houve fim no sentimento, não houve fim da esperança e muito menos dos sonhos. A cada dia percebo que o fim é algo provisório, tipo um teste.

Sobre os sonhos posso garantir que são os mesmos, afinal de contas entraram e saíram tantas pessoas da nossa vida, novas histórias e nenhuma superava a nossa. Histórias assim são dignas de contar para os netos, de passar de geração pra geração e mostrar o quanto o amor resiste.

Em tempos de cóleras, de desencontros, te reencontrar é acreditar na luz do fim do túnel. É perceber que nem tudo está perdido. É saber que no fundo, no fundo, ainda sei que você está aqui.

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