Áries

era julho

domingo

o dia não tinha pressa

o mundo não tinha pressa

a vida não tinha pressa

e eu tampouco

ficaria, se possível fosse, até o fim da minha existência ali

me sustentaria de seus beijos

abraços

afagos

e da sua vontade de morar em mim

me encantava pelo seu peito

pelas pintas que formavam uma constelação se fossem ligadas entre si

“é áries”, eu dizia

enquanto sentia todo o amor do mundo me envolvendo com os lençóis.

-

às vezes, em julho, olho pro céu noturno

me lembro do seu peito

e então dói o meu.


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