Aprendizados de um camping desescolarizado
Sobre auto-criação, fluxo, esvaziamento e confiança irracional na Vida.
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspi [ihhhh, deixei a porta do quarto aberta. Vou lá fechar. Mas aí vai ficar abafado
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando (um círculo luminoso. Ah, representa meu Ser e seu intuito genuíno de meditar. Não é mais um círculo perfeito, é uma ameba. Mmmm…. esses tentáculos são meu desejo de não meditar, enquanto medito. É meio assim que a gente vive. A gente se coloca inteiro em algo, para logo ver que não está tão inteiro assim. A gente vive de meia inteireza. Sentimos de verdade que o melhor pra se fazer no agora é “isso” e nos colocamos fazendo “isso”, pra logo ver que tem partes desconectadas desse Ser que sabe que é pra fazer “isso” e que querem fazer tudo que não seja “isso”. A gente desconecta o sentir do fazer inteiro, mesmo que esteja, na ação, fazendo o que sentimos de fazer. Mas em uma partezinha, ou umas partezonas que ainda estão desconectadas do Ser, fazemos “aquilo”. Exatamente o que estou vivendo agorinha. Meditando e pensando. Volta, Carol.
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspira (esses dias acampando lá no Amalaya* com a Ana Thomaz me mexeram muito mesmo. Tudo isso que ela fala sobre a desconexão com o Ser, sobre como o silêncio reconecta e como a partir dele a gente sabe exatamente o que precisa ser feito, na hora que precisa ser feito.

Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exal (ela chama silêncio de quê mesmo? Esvaziamento, é isso. Se esvaziar pra reconectar. E aí a gente vai se reconectando a si mesmo e ao fluxo da vida. E vem aquela sensação clara de que não é necessário planejar nada, que a vida apresenta tudo na hora certa, quando estamos conectados ao Ser…. eita, fui longe de novo.)
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalan [(eh isso! Esse é o tema do próximo texto. Meditação e paralelos com os aprendizados do carnaval com a Ana. Vou começar como?) ah, não Carol. Planejar agora o post? Sério?]
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando (essa história de não planejar mexe comigo mesmo)
Estou inspirando, estou exalando. (me parece muito distante a possibilidade de viver tanto no fluxo que o planejamento se faz desnecessário)

Estou inspiran [(mas você já viveu isso, né, Carol? Essa história de não planejar e fluir e tudo funcionar. Você não imaginou que faria o que faz quando começou a se envolver com as coisas que você se envolveu. E desde então as coisas vão se encaixando, você vai sentindo o que precisa ser feito a cada momento. É, vendo por esse lado, é mesmo. Mas quando eu sinto o que precisa ser feito, planejo os passos pra isso. E tem ainda aquilo que ela falou sobre a vida como um plano de carreira, sobre a gente fazer algo para atingir outro objetivo. De não fazer algo pelo algo em si, mas para chegar a um outro lugar no futuro. Viver a vida como um constante plano de carreira, mesmo que não seja sobre a carreira em si. Aliás, preciso achar outro nome para esse conceito de carreira. Vou tentar fazer isso antes de postar o texto.) Planejando de novo….]
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando (acaba que é tudo aquela velha história de alinhar o que se sente, o que se fala e o que se faz. A vivência lá no Amalaya levou isso a um outro patamar. É sentir — fazer — falar. Nessa ordem, começando pelo sentir, ouvindo o que o corpo está dizendo e deixando o falar pro final, o que é mais coerente e acaba não dispersando energia. Do sentir pro fazer é pá-pum, sem deixar a mente tomar conta com seus medos, questionamentos e planejamentos. E aí vem o plim! Que é essa magia onde tudo vai se encadeando, se sincronizando nessa dança da vida que acontece quando do alinhamento com o Ser.
Alinhamento com o Ser. E eu me distraindo de mim.

Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando (será que já passaram 20 minutos desde que comecei?)
Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando.Estou inspirando, estou exalando. Estou inspirando, estou exalando. Estou…. Agora não mais. Agora levanto e cuido da garganta.
*Amalaya é “ onde os milagres se realizam”, um terreno em Piracaia, no interior de SP onde Ana está, junto com outras pessoas, construindo um espaço onde as pessoas podem vivenciar essa nova forma de olhar a vida, essa mudança de paradigma. Passei o carnaval lá, acampando com outras 20 e poucas pessoas, fazendo mutirão de construção e sentando em rodas de diálogo (interno e externo). Acima de tudo, fui para lá para me auto-construir ao lado de uma mulher que admiro muito por sua coerência e inteireza. Foram 4 dias de muito trabalho interno, de desconstrução de verdades e ideais. 4 dias com muito pouca estrutura física (barraca de camping, banheiro, forno a lenha e um galpão, frio, calor, chuva, ventania, sol a pino), mas com muita estruturação interna. Perguntei pra Ana, em dado momento, o que ela entendia como estrutura. A resposta foi: “estrutura é conexão com o Ser. Só isso estrutura de verdade.” E eu, que um tempo atrás percebi que inconscientemente achava que ser adulto era ter um trabalho, casar e ter filhos, estou cada vez mais certa que ser adulto é agir desse lugar de inteireza do Ser e não da reação desconectada da Vida que pulsa dentro. Estou me adultificando.

Amalaya, agradeço pela possibilidade de me auto-construir nessa terra, com essas pessoas, desse jeito.