sobre a potência de realização ao alinhar intuir, sentir, pensar e agir

Carolina Bergier
Jan 7 · 3 min read

Às vezes (bem mais do que assumimos pra nós mesmos) entramos em contato com nossos sonhos mais íntimos e autênticos. Intuímos claramente o que precisa ser feito, mas algo dentro de nós fica desconfortável com a ideia de fazê-lo. Medo, insegurança, dúvida. No fundo, o receio de seguir o caminho apontado pela intuição e com isso sentir emoções menos confortáveis. Acabamos por nos distanciar do chamado interno.

Contudo, as emoções que nos freiam são sinais de que é necessário olhar pra dentro e purificar algo. São uma bússola evolutiva.

Não tenha medo, mergulhe.

Convide esse medo pra tomar um chá, aproxime-se. Comumente ele deixa de gritar quando é escutado. Há algo muito valioso sendo dito por essa voz que te freia. Escute-a.

Ao ter clareza sobre o que esse receio quer cuidar, comprometa-se a cuidar disso que é importante pra si ao mesmo tempo em que vai em direção ao que intui.

Pode ser que algo em você te diga que é necessário estudar mais um pouco, guardar dinheiro, planejar uma transição, ter uma conversa definitiva, pedir ajuda. Isso tudo pode mesmo ser importante para a realização de seu desejo.

Ao mesmo tempo, não espere ter purificado todos os medos, receios e inseguranças, nem estudado tudo que parece ser importante. Cuide do que for necessário para seguir com força e inteireza, sem o ideal de perfeição. Foque no possível.

Ou seja, limpe a estrada, tire a neve e as pedras do meio do caminho. Mas não espere que ela esteja perfeitamente desobstruída e pavimentada para ir.

Com os caminhos internos mais abertos, sua racionalidade já está mais disponível. Analise a situação para tirar o máximo dela. Use seu pensamento a serviço da sua intuição. Crie boas estratégias para caminhar. Estude as rotas, pesquise sobre quem já trilhou estradas similares, decida por onde começar.

Escolha a rota que deseja seguir. E aí, quando estiver pronta para decidir ir, decida. Decida e vá, sem titubear. Compromisso sem ação não é compromisso. Aja.

Sim, pode ser que seja necessário deixar algo(s) pra trás. Pode ser que nem tudo caiba na sua mochila e que você precise fazer sacrifícios. Sacrifício é um ofício sagrado de se comprometer com o que é mais importante e deixar pra trás o que pode estar te impedindo de seguir o caminho do coração. O bom sacrifício nos dá energia e força, pois é uma escolha de dar foco ao que mais importa.

Sua energia e sua vida são muito sagradas para serem desperdiçadas em “meios caminhos”. Se você disse a si mesma que vai, vá o caminho inteiro, cruze essa estrada com todas as células de seu corpo determinadas, magnetizadas pelo que você sabe que precisa ser feito. Nenhuma parte sua está distraída colocando energia na mochila pesada nem no trajeto que está ficando para trás, nem em nada que te desfoque. Você vai inteiro, que na sua inteireza reside sua força.

Intuição, emoção, pensamento e ação alinhados. Esses quatro, de mãos dadas, movem montanhas, abrem mares e caminhos e operam milagres.

Carolina Bergier

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comprometida com o que me faz viva

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