Bail (2012), Guilherme Peters
A poética de Guilherme Peters opera dentro da lógica da revolução, desconstruindo paradigmas e construindo sua trajetória. A história — sua grande referência, fonte de seus questionamentos e elementos — dialoga com suas performances. Em ambos — história e performance — tem em comum a relação intrínseca com o local e o tempo da ação. Guilherme, ao saber se utilizar desses elementos, ele não apenas cria seus trabalhos e se relaciona com a história, mas também se insere nela.
Para Processos Públicos Guilherme apresenta uma performance inédita. Nesse trabalho, o artista se utiliza do skate — que aqui como em outros trabalhos, é uma ferramenta de criação de sua obra. É através dele que o artista explora os espaços arquitetônicos, demarca territórios e é com ele que seu corpo amplia e subverte limites. Em uma ação catártica, a queda do muro ocasionada pelo movimento do corpo do artista no skate, encerra a performance.
Verbete crítico apresentado para exposição Processos Públicos no Paço das Artes em março de 2012.