
Criatividade Musical
Muitas vezes o sistema de ensino musical, no Brasil, dá maior ênfase à reprodução da música de acordo com a sua forma original, não permitindo espaços para o aluno criar.
De acordo com Goulart (2000), se a educação musical valoriza a criatividade e a invenção, então a improvisação é um instrumento pedagógico valioso.
A improvisação pode ser entendida como composição instantânea, jogo lúdico com sons, livre exercício da musicalidade e, está portanto, associada a uma experiência musical intensa e participativa.
Segundo o mesmo autor, saber improvisar significa compreender profundamente a proposta musical do autor: ouvir “por entre” as notas, escutar a intenção de cada frase, perceber o sentido de cada acorde, o significado de cada cadência, ou seja, é ter intimidade com o texto musical, construindo uma visão cada vez mais intensa e pessoal de qualquer música de se repertório.
A criatividade, como qualquer traço ou característica humana, necessita de condições adequadas para que possa se desenvolver. Algumas dessas condições se relacionam com o zeitgeist, com o espírito da época, com o clima psicológico e social que predomina em uma determinada sociedade ou entre um determinado povo. De acordo com Alencar (1995), estas condições mais ou menos favoráveis, estariam também relacionadas aos valores dominantes na família, aos traços de personalidade e características aí reforçadas e cultivadas.
Segundo a autora, é a interação desses múltiplos fatores que vai possibilitar a emergência e o reconhecimento da criação e de um número maior ou menor de produtos criativos.
Desta forma, ao adquirir consciência sobre a complexidade do processo criativo, podemos desenvolver essa habilidade em sala de aula para tornar o ensino musical mais rico e resgatar a essência sublime da música enquanto arte.
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