À espera de Daniel Orlean

Vai funcionar assim. Ou melhor, pode funcionar assim.

Eu começo. Daniel continua. Ele faz o pedido — pelo título, publicamente, aqui no Medium, como acabei de fazer — para mais alguém continuar de onde ele parou. E assim sucessivamente, até não haver mais espaço para bifurcações e convergências de sentido, conteúdo, semântica, e todo resto passível de aparecer. Quando chegar o momento, alguém vai concluir. E só então haverá um título.

Um título que cessa a busca.

Um título que compile a experiência.

O último a escrever — se houver desejo de encarnar o papel e se, acaso, vislumbrar desfecho — apaga a luz.

E voilá. Teremos um exercício público e conjunto de somar pensamentos e dizeres de pessoas até então desconhecidas.

O objetivo? Simples: ver no que dá.

E já que este ensaio não possui ambições maiores que esta, de viver a experiência, sugiro apenas quatro regrinhas, porque toda democracia que se preze deve ser mais ou menos organizada para construir sentidos em vez de destruir:

1. Os conteudistas que eventualmente forem chamados a preencher a lacuna do outro, não podem trocar figurinhas no privado. A experiência deve ser às cegas. Por que? Para ficar mais interessante. É nosso inconsciente coletivo se provando do/no coletivo.

2. O título deve ser “À espera de (alguém)”, por um motivo muito simples. É o jeito da pessoa ficar sabendo que foi chamada. Só não se aplica a quem apagar a luz. Aqui vale citar que outras pessoas podem se movimentar para avisar os convocados, caso os conheçam. Colaboração nisso também.

3. Os textos devem ser curtos. Não há limites de caracteres, mas a ideia é manter a atratividade do texto final. Por isso, seguindo a lógica do Medium, dois minutos de texto para cada.

4. Por último, mas não menos importante: manter a coerência, do começo ao fim. Não vamos entrar no mérito ‘uniformidade de linguagem’ — interessante manter os estilos neste exercício, até para saber quando um começa e outro termina.

Vale a experiência porque, dela, podemos descobrir se o excesso é muito, afinal. Com ela, vamos descobrir como harmonizar o caos.

(…)

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