Conte.

Conte a sua história. É isto que este novo espaço está me me convidando. Carol, conte a sua (nova) história. Pois bem, conto. Agora eu conto, compartilho. Uma (velha) vontade de encontrar um (novo) lugar para poder contar o que penso, sinto, vivo e espero. Espero da vida, de mim, dos outros, do mundo. Jornalista que se preze gosta de contar histórias e (talvez a minoria) goste de contar a sua própria. Eu faço parte da minoria, mas por vezes, gosto de dividir o que se passa nas minhas duas bombas propulsoras, cabeça e coração.

Conto que o destino me levou para longe da minha base, daquele lugar que sempre corremos, buscamos calor, carinho, conforto. Você pode ter 85 anos e vai querer — sempre — correr para a sua base, vulgo casa de mãe e pai. Tenho 31, por 3 anos e meio morei longe da minha base e — sempre — corri para lá quando precisei. Não leia isto como sinal de fraqueza, isto se chama amor, confiança e por lá, eu tenho e em abundância.

Conto que o destino me trouxe para a terceira cidade mais populosa do país, (estamos beirando os 3 milhões). Conto que o destino me tirou de uma cidade que tem — beirando — 300 mil. Saí do “pátio” da minha casa e cheguei na capital do Brasil, onde tudo acontece. A cidade sonho de um mineiro e que continua sendo um sonho e o sonho de um país melhor, afinal, daqui saem as decisões que norteiam os 5.570 municípios deste nosso “imenso e gigante” Brasil.

Conto porque muita gente tem me perguntado por onde ando, o que ando fazendo, porque “sumi”. Conto que não sumi, por um ano estive entre Santa Maria e Pelotas e algumas andanças para me “encontrar”. Entre estas buscas caí justamente por aqui. Brasília sempre me fascinou e quis o destino que esta, há um mês, fosse a minha mais nova moradia. Aqui, é onde está a minha cama, minhas roupas, meu chuveiro, minhas fotos. Aqui, é onde o meu ganha-pão está, é aqui que minha profissão continua a escrever e contar histórias. Vim para cá para ouvir e contar histórias e esta (nova) história está me ajudando a contar a minha (nova) história.

Conto que estou em fase de adaptação, mas feliz, bem mais feliz do que poderia imaginar. Conto que tenho saudades de alguns cheiros, de alguns colos, de alguns lugares mas a vida (ainda bem) é assim, sempre nos presenteando com (novas) chances, (novas) histórias, (novos) momentos, (novas) pessoas, (novas) emoções.

Conto que o céu que lembra o mar é minha nova morada. O céu que encantou Juscelino é minha nova morada e, quis o destino, que o local mais emblemático deste país — a Esplanada dos Ministérios — fosse ser o meu novo local de trabalho.

Pronto, contei.

Conto o que virá, prometo. Ponto.

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