Mergulho

Em um dos meus tantos delírios acreditei definir quem somos pela profissão escolhida, pela organização familiar, pelo endereço da casa dos pais, talvez até pelo registro de imóveis ou saldo da conta bancária. Era só delírio. Em alguns poucos meses, fechei os olhos, respirei fundo e mergulhei na tentativa de descrever a tal mulher-velha-jovem-jornalista-mimada-alternativa-sonhadora-gritona-berrante-quieta-solitária-desconfiada-serena-suave olhando para interior. O caminho, escuro como a imagem que temos quando descansamos o olhar, ainda segue indecifrável. Os registros, sejam em linhas ou apenas aspirações de ar mais profundas, talvez sigam por aqui.

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